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Foto real de flamingo “sem cabeça” ganha prémio de Inteligência Artificial

Jun 25, 2024 | A imagem “F L A M I N G O N E”, capturada por Miles Astray, causou uma enorme confusão ao vencer na categoria de Inteligência Artificial dos Prémios 1839 de Fotografia Colorida. O problema é que a foto acabou por ser desclassificada porque não foi gerada por IA, mas sim tirada pelo próprio fotógrafo em Aruba, dois anos antes. O retrato de um flamingo sem cabeça parecia saído directamente da imaginação de uma inteligência artificial. Com sua forma quase perfeitamente esférica, cor rosa vibrante e pernas esguias, a imagem exibia todas as características de uma criação digital: uma estética peculiar, proporções estranhas e partes do corpo ausentes. Contudo, a verdade veio à tona após a desqualificação de Astray, que havia ganho o terceiro lugar na categoria e o prémio de voto popular. “F L A M I N G O N E” não era fruto de um prompt de texto em ferramentas de geração de imagens, mas sim um registo autêntico de um flamingo capturado pelo fotógrafo durante uma manhã ensolarada. Astray comentou ao The Washington Post que a sua intenção era provocar uma reflexão sobre a criatividade natural em contraste com a tecnologia artificial. “A natureza é tão fantástica e criativa que eu não acredito que qualquer máquina possa superar isso,” afirmou. A polémica em torno da fotografia destaca os dilemas enfrentados por criadores e espectadores num mundo onde imagens geradas por IA são cada vez mais prevalentes e às vezes indistinguíveis da realidade. Astray provocou um debate sobre o impacto ético e cultural dessas tecnologias emergentes, levantando questões sobre autenticidade e manipulação visual. Embora desqualificado pela Creative Resource Collective por não atender aos critérios da categoria de IA, Astray considera que “F L A M I N G O N E” cumpriu o seu propósito ao gerar uma discussão significativa sobre os limites e as potencialidades da arte e da tecnologia no século XXI. Foto: Miles Astray

World Nature Photography Awards volta a inspirar protecção de espécies e habitats

Mai 14, 2024 | Os vencedores do Prémio Mundial de Fotografia da Natureza foram anunciados, seleccionados entre inscrições vindas de todos os cantos do Mundo, incluindo imagens encantadoras como uma manada de elefantes no Zimbabué ou a de um filhote de elefante no Quénia. O prémio principal foi concedido a Tracey Lund, do Reino Unido, pela sua impressionante imagem de dois atobás sob a água, na costa das Ilhas Shetland. Lund e os seus colegas vencedores foram escolhidos entre milhares de imagens enviadas. O concurso deste ano destacou a diversidade e a beleza do mundo natural, com fotógrafos que capturaram momentos únicos e extraordinários da vida selvagem e da flora. Outras fotografias notáveis também foram premiadas, como a fotografia captada por Lukas Walter de uma manada de elefantes no Parque Nacional Mana Pools, no Zimabué, que tem um elefante chamado Boswell, que é um dos poucos que é capaz de se pôr de pé sobre as patas traseiras e agarrar ramos muito altos. Quando os outros elefantes ouvem o som dos ramos a partir, é como se fosse um sino de jantar e juntam-se a Boswell, conta o site do World Nature Photography Awards. A fotografia de um filhote de elefante no Quénia mostra também um instantâneo captado por Tom Way no continente africano que pela ternura e vulnerabilidade do animal. Também do mesmo país resulta outra finalista que capta o momento brutal de uma caça de uma chita a uma cria de Zebra que é rechaçada pela sua mãe numa fotografia tirada por Alexander Brackx. Os organizadores do prémio elogiaram a qualidade das inscrições deste ano e a paixão evidente de cada fotógrafo pelo mundo natural. Foto: © Lukas Walter

Abr 16, 2024 | Senadore, Tonginha e dois dos seus três filhos num instante capatado por Lee Bennett na Gorongosa.

iNaturalist transforma-se na maior comunidade global de partilha de informação sobre a biodiversidade

Fev 20, 2024 | Desde a sua criação em 2008 como um site, a iNaturalist passou por uma evolução significativa, fazendo a transição para uma aplicação móvel em 2011 e integrando modelos avançados de machine learning para a identificação de espécies. Agora transformou-se na maior comunidade de patilha de informação sobre biodiversidade do planeta. O que começou como um projecto de Ken-ichi Ueda na Universidade da Califórnia, Berkeley, acabou por se transformar numa comunidade global de quase 3 milhões de utilizadores a contribuir para o banco de dados da plataforma, que abrange 150 milhões de observações de 430.000 espécies. Em entrevista no The Revelator, Scott Loarie, co-diretor do iNaturalist, reflete sobre o crescimento da plataforma e seu papel nos esforços de conservação: “o nosso principal objectivo é garantir que o iNaturalist seja uma ferramenta para o impacto na conservação”, afirma. E de facto, o impacto do iNaturalist é palpável em várias frentes. A plataforma não serve apenas como uma ferramenta para identificação de espécies, mas também como um catalisador para o envolvimento e educação da comunidade. Os utilizadores podem partilhar observações, receber feedback e obter insights de outros naturalistas, promovendo uma conexão mais profunda com a natureza e uma compreensão da biodiversidade local. Além disso, o iNaturalist emergiu como uma fonte crítica de dados sobre biodiversidade, com as suas observações a contribuírem para mais de 4.000 artigos científicos. Essa riqueza de dados permite que os investigadores rastreiem mudanças nos ecossistemas, identifiquem espécies em risco e avaliem os impactos da perda de habitat. Loarie enfatiza a importância do papel do iNaturalist no monitoramento das mudanças na biodiversidade impulsionadas pelas mudanças climáticas. “Todos os dias vemos um artigo publicado ou algum artigo nos media sobre uma das três grandes mudanças”, observa ele. Essas mudanças incluem o encolhimento das áreas de distribuição de espécies nativas, a migração de refugiados climáticos para novos habitats e a pressão exercida por espécies invasoras nos ecossistemas. Para enfrentar estes desafios, o iNaturalist aproveita ferramentas de machine learning para analisar vastas quantidades de dados em tempo real. Ao detectar anomalias na distribuição de espécies e identificar ameaças emergentes, a plataforma capacita os conservacionistas a tomar medidas proactivas para proteger espécies e habitats vulneráveis. Em essência, o iNaturalist transcende a sua função como uma ferramenta de identificação de espécies, servindo como um catalisador para acção em conservação. Como Loarie resume “a conservação eficaz muitas vezes acontece de baixo para cima”, e o iNaturalist pretende equipar indivíduos e comunidades em todo o mundo com o conhecimento e as ferramentas necessárias para proteger a biodiversidade do nosso planeta. Fotos: kickstarter.com e iNaturalist

Fev 20, 2024 | Imagem aérea captada pelo olhar único do fotógrafo Ricardo Franco na Província de Nampula.

Mabecos na Reserva do Niassa entre as fotografias do ano da National Geographic

Dez 27, 2023 | A National Geographic anunciou recentemente uma selecção das melhores fotografias da vida selvagem publicadas pela revista durante o ano de 2023. Moçambique tem uma das imagens captadas com um conjunto de mabecos da Reserva Especial do Niassa. A fotografia, tirada por Thomas Peschak, figura numa selecção de 18 imagens captadas em diversas geografias do mundo, desde lontras marinhas da Califórnia, passando por lebres na Escócia até rinocerontes no Quénia, são várias as imagens únicas que compõem esta galeria. De acordo com Alexa Keefe, Visual Lead for Natural History and Conservation Storytelling da National Geographic, “as imagens escolhidas este ano reflectem a ampla gama de histórias que cobrimos – entre espécies, ecossistemas, geografias e estilos fotográficos – que transmitem a admiração, a surpresa, o humor e a vulnerabilidade das criaturas com quem compartilhamos o planeta”. A mesma responsável espera “as imagens inspirem o amor pelo mundo natural”. Segundo a National Geographic, “alguns dos animais apresentados representam histórias de sucesso, como os cães selvagens africanos, ameaçados de extinção, cujas populações se estabilizaram na Reserva Especial do Niassa, graças ao investimento dos habitantes locais”. A mesma publicação lembra que no Niassa existem cerca de 350 animais distribuídos em até 35 grupos, conforme relatou em setembro, altura em que a revista publicou uma reportagem especial sobre o trabalho de desenvolvimento sustentável realizado junto das comunidades locais e do trabalho de conservação feito na maior área protegida do país. Foto: Thomas Peschak/National Geographic

Imagem da Gorongosa reconhecida no Wildlife Photographer of the Year

Out 17, 2023 | Uma imagem captada na Gorongosa foi recentemente reconhecida no importante prémio Wildlife Photographer of the Year que reúne os melhores fotógrafos de natureza do mundo. A fotografia, tirada por Piotr Naskrecki, director do Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson do Parque Nacional da Gorongosa, proporciona-nos uma visão única da natureza cíclica e brutal da savana africana. De acordo com a organização deste importante galardão, por diversas vezes Piotr Naskrecki utilizou o seu drone para testemunhar o drama do final da estação seca na Gorongosa. Voando sobre a vasta planície alagada, esperava encontrar uma lagoa que fosse usada por animais para se abastecerem de água e que tivesse uma população de peixes encurralados. No entanto, desta vez, deparou-se com um cenário inesperado: um Inhacoso enfraquecido pela fome, que morreu depois de ficar preso no lodo. Enquanto os peixes-gato africanos aguardavam a chegada das chuvas, alguns aproveitaram a oportunidade para se alimentar da carcaça do animal. Os peixes-gato africanos são omnívoros e podem sobreviver vários dias fora da água, graças a um órgão que lhes permite respirar ar nas guelras. Este concurso internacional de fotografia de vida selvagem, conhecido como o Wildlife Photographer of the Year, reúne amadores, profissionais e entusiastas de 95 países. Com quase 50.000 inscrições, a edição deste ano destaca uma vez mais algumas das imagens mais extraordinárias da vida selvagem, comportamentos e impactos humanos. O júri selecionou a imagem do fotógrafo submarino e biólogo francês Laurent Ballesta como a grande vencedora da edição deste ano com uma imagem de um límulo, da espécie Tachypleus tridentatus. O director do Museu de História Natural de Londres, Dr. Doug Gurr, comenta: “Embora inspirem admiração e espanto, as imagens vencedoras deste ano apresentam evidências convincentes do nosso impacto na natureza – tanto positivo como negativo. As promessas globais devem traduzir-se em acções para reverter o declínio da natureza. Foto: Piotr Naskrecki

‘Giants on Stage’: exposição junta Teatro e Safaris africanos

Out 10, 2023 | Numa fusão entre dois mundos aparentemente distantes os fotógrafos Alfredo Matos e Miguel Almeida Bruno trazem a público uma exposição única intitulada “Giants on Stage” (Gigantes no Palco). A exposição conjunta, que tem como curador Ms. Gillian Graham, é patrocinada pelo Instituto Camões e mergulhará os visitantes numa jornada visual surpreendente que une a megafauna africana a talentosos artistas de palco. “Giants on Stage” é uma exposição de fotografia que apresenta imagens capturadas por Miguel Almeida Bruno durante os seus safáris em África, onde se deparou com os gigantes da savana. Por outro lado, Alfredo Matos abre uma janela aos bastidores de diferentes palcos de concertos e teatros, documentando artistas de renome, gigantes da arte, nos últimos cinco anos. Ambos os fotógrafos acumulam mais de duas décadas de experiência na fotografia, tendo sido agraciados com diversos prémios e reconhecimentos nacionais e internacionais ao longo das suas carreiras. “Giants on Stage” é uma exposição que não apenas celebra a maestria da fotografia, mas também nos convida a reflectir sobre a nossa conexão com a natureza e a arte. Através das lentes desses dois talentosos fotógrafos, somos lembrados da vastidão e diversidade do mundo que nos cerca. “Giants on Stage” estará em exibição na BWG Gallery, em Londres, por um tempo limitado, nos dias 16 e 17 de outubro, oferecendo aos visitantes uma experiência visual inesquecível que nos leva aos palcos e aos safáris, explorando a grandiosidade da nossa própria existência e a beleza que a rodeia. Fotos: Miguel Almeida Bruno

Ocean Photographer of the Year 2023 anuncia vencedores

Set 26, 2023 | O Ocean Photographer of the Year 2023 anunciou os vencedores gerais e das diferentes categorias da edição deste ano deste importante prémio fotográfico internacional cuja missão é lançar luz sobre a beleza dos nossos oceanos e as ameaças que enfrentam. O biólogo marinho e fotógrafo amador Jialing Cai foi nomeado Ocean Photographer of the Year 2023, com uma imagem deslumbrante de um nautilus de papel a flutuar em detritos oceânicos, fotografado num mergulho em águas profundas após uma erupção vulcânica nas Filipinas (foto em baixo). Apesar de cada concurso ter vencedores e vencidos são dezenas as impressionantes imagens que este ano foram captadas do mundo aquático dos diferentes oceanos do mundo. A competição é organizada pela Oceanographic Magazine, este ano em parceria com Blancpain, Arksen e pelo Turismo da Austrália Ocidental. A competição abrange uma ampla variedade de categorias: Aventura, Conservação – Esperança, Conservação – Impacto, Belas Artes, Conexão Humana, Portfólio, Vida Selvagem e Jovem Fotógrafo. A imagem que seleccionamos é terceiro lugar na categoria Conservação – Esperança do fotógrafo Gabriel Barathieu e mostra um recife de coral, durante a maré baixa, na superfície na Ilha Mayotte, uma região ultramarina francesa no norte do Canal de Moçambique, no Oceano Índico. Veja todas as imagens aqui. Fotos: Oceanographic Magazine

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