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MWA mostra bastidores de colocação de coleiras GPS no Parque Nacional de Maputo

Jun 11, 2024 | A Mozambique Wildlife Alliance lançou um novo vídeo que nos leva aos bastidores de uma operação de captura de girafas e colocação de rastreadores GPS no Parque Nacional de Maputo. Este conteúdo exclusivo revela o esforço conjunto de uma equipe dedicada que trabalha meticulosamente para equipar uma girafa com um rastreador GPS. Como a MWA explica, a principal meta da operação é melhorar o monitoramento da dinâmica populacional, dos movimentos e do comportamento das girafas. Estes dados são vitais para o planeamento eficaz de estratégias de conservação, permitindo uma gestão mais informada e precisa das populações de girafas no parque. Este projecto inovador foi realizado em parceria com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), o Parque Nacional de Maputo, a Peace Parks Foundation e a Giraffe Conservation Foundation. Estas colaborações são essenciais para o sucesso das iniciativas de conservação, proporcionando os recursos e conhecimentos necessários para proteger essas majestosas criaturas. O vídeo que a KAMBAKU republica destaca a complexidade e a importância das operações de rastreamento de girafas, mas também celebra a cooperação entre diversas organizações dedicadas à conservação. Ao assistir, o público pode apreciar o trabalho árduo e a dedicação envolvidos na protecção da vida selvagem do Parque Nacional de Maputo. Assista ao vídeo e descubra como a tecnologia e a colaboração podem fazer a diferença na preservação das girafas em Moçambique. Foto e Vídeo: MWA

Nova tecnologia em sistema de localização reforça programas de conservação de girafas

Jan 17, 2024 | Uma nova tecnologia de colocação de localizadores está a aumentar a esperança da comunidade científica nos esforços de conservação de uma espécie tão carismática como a girafa. É reconhecido pela comunidade científica e da conservação africanas que as girafas são animais notoriamente difíceis de rastrear. Contudo, um grupo de cientistas está a utilizar uma nova tecnologia que promete resolver um problema na colocação de dispositivos de detecção e que será um passo determinante para proteger esta espécie numa altura em que as suas populações declinam em todo o continente africano. A Smithsonian Magazine fala mesmo de uma “extinção silenciosa” – assim chamada porque a girafa recebe menos atenção em comparação com a situação de outras espécies como os elefantes ou os rinocerontes. Nas últimas décadas, a expansão rápida da agricultura e das comunidades humanas em todo o continente tem destruído ou fragmentado extensas áreas da savana, resultando numa queda de 40% nas quatro espécies de girafas desde 1985. As girafas Núbias, uma subespécie criticamente ameaçada do Sudão do Sul, Etiópia, Uganda e Quénia, perderam aproximadamente 95% de sua população, restando talvez 3.000 animais. Perante esta situação crítica, a Giraffe Conservation Foundation (GCF) e a African Parks (AP) criaram um grupo de conservação para gerir os Parques Nacionais de Badingilo e Boma – ambos redutos das girafas Núbias – com o objectivo de rastrear, estudar e proteger estes animais. No entanto, rastrear girafas apresenta um desafio de design muito difícil. As coleiras de GPS geralmente são colocadas no pescoço dos animais, mas os pescoços das girafas, que têm seis metros de comprimento, são finos em cima e grossos em baixo, não sendo adequados para coleiras. Os dispositivos escorregam quando o animal abaixa a cabeça, causando desconforto ou arriscando a perda da coleira. Nos últimos dois anos, no entanto, avanços tecnológicos reduziram os rastreadores a um tamanho suficientemente pequeno para serem amarrados na ponta da cauda ou na orelha. As novas etiquetas são alimentadas por energia solar, menos intrusivas e, com sorte, devem durar um ano ou mais. Como conta a mesma organização, membros da African Parks sobrevoaram Badingilo e Boma de helicóptero e prenderam rastreadores a girafas Núbias. Os dados colectados ajudarão a identificar habitats-chave e rotas preferidas dentro dos 7,4 milhões de acres combinados de áreas húmidas e savana dos parques, potencialmente impulsionando a sua expansão e indicando onde patrulhas extras para limitar a caça ilegal ou educação comunitária para incentivar o envolvimento local na conservação podem salvar vidas de girafas. Foto: Smithsonian

Angola aposta na translocação de girafas e outros animais para recuperar Parque Nacional do Iona

Dez 10, 2023 | A African Parks e a Giraffe Conservation Foundation estão a implementar um plano de reintrodução de girafas no Parque Nacional do Iona, em Angola e para isso translocou a primeira manada que agora se encontra numa fase delicada de adaptação ao novo habitat. De acordo com nota da African Parks, essa transferência, que aconteceu há cerca de três meses, os mais críticos do período de adaptação, levou a reintrodução de um total de 14 girafas angolanas, tendo a maioria conseguido sobreviver à mudança. As girafas, provenientes de uma fazenda de caça privada na Namíbia, têm idades entre 3 e 5 anos, para que não fossem muito altas para o transporte. As girafas enfrentaram uma jornada de 36 horas até ao Parque Nacional de Iona. Infelizmente, nas primeiras semanas de agosto, três das girafas haviam morrido. As condições em torno das mortes foram avaliadas, e embora não tenha sido possível determinar uma causa específica, concluiu-se que as mortes foram naturais, sem influência humana. Uma segunda translocação de girafas está agora a ser planeada para o primeiro semestre de 2024. Futuramente, espera-se que Iona receba reintroduções de rinocerontes-negros, leões e até mesmo elefantes, visando restaurar este parque no deserto e devolver o seu antigo esplendor. O Parque Nacional de Iona emerge, assim, da sua quase destruição devido a décadas de conflitos tornando-se, assim, lar de espécies há muito perdidas neste valioso ecossistema graças a uma abordagem bem sucedida de gestão do parque que inclui o envolvimento das comunidades locais. Iona, localizado no sudoeste da África, encontra-se no deserto mais antigo do mundo, o Namibe, mais associado ao país vizinho, a Namíbia. O parque é a área protegida mais antiga e uma das maiores de Angola, com 15.150 km2, abrangendo paisagens diversas, desde dunas à beira do Oceano Atlântico até montanhas da Zona Sul, elevando-se a mais de 2.000 metros. Declarada área protegida em 1937 e designada Parque Nacional de Iona em 1964, enfrentou quatro décadas de conflitos devido à Guerra de Independência e guerra civil. Contudo, desde a chegada da paz a Angola em 2002, as comunidades locais começaram a regressar às suas terras, e esforços para restabelecer no país as suas áreas protegidas foram iniciados levando, em 2018, à criação da Área de Conservação Transfronteiriça Iona-Costa dos Esqueletos, uma das maiores do continente. Como parte desse renascimento, a African Parks assinou um acordo de gestão com o governo angolano em 2019 e, desde então, tem trabalhado na conservação e restauração desta área protegida. A reintrodução de girafas angolanas (Giraffa giraffa angolensis) na área – pensadas extintas na região nos anos 1940 e em todo o país nos anos 1990 – faz parte desses esforços de restauração. Em parceria com a Giraffe Conservation Foundation, a African Parks avaliou a viabilidade de translocar uma população fundadora de girafas angolanas da Namíbia. Para iniciar o processo, uma análise de habitat foi conduzida em Iona, com resultados favoráveis para reintrodução da espécie. Consultas com as comunidades locais foram conduzidas e bem recebidas, uma vez que as girafas não competem com o gado local por alimentos e água. Foto: African Parks

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