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Ex-furtivos tornam-se guardiões da vida selvagem no parque queniano de Aberdare

Jul 23, 2024 | Num esforço inovador para combater o crime contra a vida selvagem, uma unidade anti-caça furtiva do Parque Nacional de Aberdare, no Quénia, está a empregar antigos caçadores furtivos da comunidade local. A equipa de batedores da Aberdare Joint Surveillance Unit (AJSU), composta por membros que outrora participaram na caça furtiva, agora trabalha para proteger a fauna e flora da região. Os batedores da AJSU não carregam armas de fogo, mas estão constantemente acompanhados por quatro guardas armados do Kenya Wildlife Service (KWS) e do Kenya Forest Service – agências governamentais dedicadas à conservação da vida selvagem e à gestão florestal, respectivamente. Estes guardas armados proporcionam agora segurança contra caçadores furtivos, um risco significativo visto que, segundo a Thin Green Line Foundation, cerca de 150 guardas perdem a vida anualmente no desempenho das suas funções a nível mundial. Os batedores, por outro lado, fornecem um conhecimento profundo da floresta que patrulham, além de uma compreensão íntima das técnicas utilizadas pelos caçadores furtivos e das dinâmicas da comunidade local. As suas missões exigem um grande compromisso, com cada patrulha a durar 14 dias e noites, seguidos de apenas três ou quatro dias de descanso. Antes de se dedicarem à conservação, muitos membros da unidade estavam envolvidos no crime contra a vida selvagem. John Mugo, um dos batedores, relembra os tempos em que caçava coelhos e veados para obter carne. “Costumávamos caçar coelhos e antílopes” disse Mugo, um homem reservado, na casa dos 40 anos. “Íamos colocar uma armadilha e, no dia seguinte, íamos verificar se tínhamos capturado algo”, diz. Mercy Nyambura, a única mulher na unidade, também partilhou a sua transformação. Crescendo numa comunidade em Nyandarua, junto ao Parque Nacional de Aberdare, Nyambura foi ensinada que a sua comunidade competia com a vida selvagem. “Eu costumava fazer parte do conflito. Agora, faço parte do lado da conservação,” afirma Nyambura. A contratação de membros da comunidade com histórico de crimes contra a vida selvagem foi uma decisão estratégica, conforme explica Christian Lambrechts, director executivo da Rhino Ark. “Foi muito importante podermos trazê-los a bordo e beneficiar do conhecimento do outro lado,” diz Lambrechts. O Parque Nacional de Aberdare, com uma área de 767 quilómetros quadrados, abriga paisagens diversas, incluindo montanhas, charnecas e florestas tropicais. As espécies mais ameaçadas, como o rinoceronte negro e o bongo das montanhas, são protegidas pela unidade, mas antílopes e búfalos continuam a ser alvo dos caçadores furtivos em busca de carne para vender. A luta contra o crime contra a vida selvagem no Quénia está longe de terminar, mas os esforços contínuos e a dedicação dos batedores da AJSU oferecem esperança. Estes ex-caçadores, agora guardiões da natureza, estão a transformar o seu conhecimento e experiência em ferramentas poderosas para a conservação, protegendo as gerações futuras de vida selvagem e contribuindo para um futuro mais sustentável em termos económicos e em termos ambientais. Fotos: Aljazeera

Peace Parks e Stronghold formam guardas em primeiros socorros nos Parques de Limpopo e Banhine

Fev 27, 2024 | A Peace Parks Foundation (PPF) e a Stronghold Rescue & Relief formaram os guardas florestais dos Parques Nacionais de Limpopo e Banhine em primeiros socorros preparando as equipas de rangers para agirem em situações críticas com cuidados médicos de urgência em locais remotos. O objectivo das duas organizações é o de dotarem estes guardiões destas áreas protegidas, que se encontram na linha de frente da conservação, de meios e formação técnica no primeiro apoio a potenciais vítimas e assim a reduzirem a distância entre um acidente que dê origem a ferimentos e o respectivo cuidado profissional. De cordo com a PPF, o trabalho técnico, desenvolvido pela organização sem fins lucrativos Stronghold Rescue & Relief, abrangeu desde simulações de feridas realistas, conhecimento teórico e mentoria, até a fornecimento de suprimentos de primeiros socorros de alta qualidade. Este conjunto de ferramentas bem equipadas possibilita o desenvolvimento contínuo dos guardas-florestais da Peace Parks Foundaion, permitindo que estes acompanhem os desafios no terreno. Além da formação, a Stronghold também patrocinou o Parque Nacional do Limpopo com a diação de dois cães farejadores, que serão uma peça importante no trabalho desenvolvido pelas equipas no terreno que têm a missão de combater a caça furtiva, causando um impacto significativo na eficiência operacional. SegundoBruce Missing, coordenador da luta contra a caça furtiva na PPF, “cada guarda-florestal recebeu um kit de primeiros socorros para poder prestar cuidados primários que salvam vidas em caso de emergência”. Foto e vídeo: PPF

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