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Conservation AI quer revolucionar conservação com tratamento de imagens com IA

Set 26, 2023 | A Conservation AI pretende revolucionar a conservação da vida selvagem ao incorporar tecnologia de ponta através de inteligência artificial (IA) para proteger espécies ameaçadas e preservar a biodiversidade do planeta. Fundada em 2020, a organização sem fins lucrativos tem como missão proteger espécies em perigo em todo o mundo, fornecendo uma ferramenta essencial para conservacionistas que permite analisar grandes volumes de dados de forma rápida, rastrear animais e tomar medidas em tempo real para mitigar ameaças iminentes. Segundo a Vision Systems Design, a plataforma desenvolvida pela Conservation AI é capaz de analisar imagens, identificar espécies de interesse e alertar as autoridades, através de e-mails, em questão de segundos. Além disso, é capaz de identificar, modelar e analisar tendências ambientais de forma ágil, utilizando um vasto banco de dados de imagens e dados que, em circunstâncias normais, levariam anos para serem analisados. A abordagem tradicional é feita com a instalação de armadilhas fotográficas que geram milhares de imagens e posteriormente uma equipa de especialistas examina manualmente todas essas imagens, eliminando aquelas que estão em branco e classificando as espécies identificadas. Esse processo é demorado e trabalhoso. Além disso, muitas das espécies estudadas habitam áreas remotas sem infraestrutura de comunicação moderna. Para superar esses desafios, a Conservation AI trabalha com mais de 200 parceiros em todo o mundo, que fornecem dados em tempo real e históricos na forma de imagens e vídeos. A organização desenvolveu um sistema de IA que é usado principalmente para identificar animais de espécies ameaçadas e gerar informações valiosas o mais próximo possível do tempo real. A abordagem inovadora da Conservation AI envolve o treino de redes neurais convolucionais para analisar milhares de imagens e organizá-las num banco de dados que pode ser pesquisado e filtrado. Esse processo é desafiador, pois as condições das imagens podem variar porque os animais em análise estão muitas vezes escondidos em densa vegetação e sujeitos a condições de iluminação complexas. Para garantir alta precisão, os modelos de IA são treinados repetidamente em várias iterações. O sistema é projetado para ser compatível com várias câmeras 3G ou 4G que suportam SMTP, tornando-o flexível e adaptável às necessidades de diferentes parceiros. O sistema funciona com imagens estáticas e imagens de vídeos. No entanto, a transmissão em tempo real de vídeo pode consumir largura de banda e retardar o processo, razão pela qual a Conservation AI extrai quadros de vídeo para análise. A Conservation AI está a contribuir para a revolução da conservação da vida selvagem, tornando-a mais eficiente, ágil e eficaz graças à inteligência artificial e ao machine learning. Foto: Conservation AI

IA está a contribuir para a conservação de espécies com o TrapTagger

A organização sem fins lucrativos WildEye Conservation desenvolveu o TrapTagger, uma solução de Inteligência Artificial (IA) em open source para contar animais e classificar espécies a partir de imagens de câmaras de armadilhas fotográficas. A nova ferramenta, que já está a ser usada por 40 organizações e processa 2.000.000 de imagens por mês, está a ajudar especialistas a estudar a reintrodução de espécies na natureza, nomeadamente, em Moçambique onde, segundo a Hello Future, apesar de não nomear nenhum projeto, a organização está a trabalhar em áreas em que está a ocorrer a reintrodução de espécies há muito desaparecidas. Segundo explica Nicholas Osner, da WildEye Conservation, estas 40 organizações utilizadoras do TrapTagger podem ser encontrados em toda a África, “por exemplo, em Moçambique e Angola, onde as populações de vida selvagem foram dizimadas pela guerra civil”. “A ferramenta está a permitir que os conservacionistas avaliem como as reintroduções estão a progredir. Por exemplo, um dos pesquisadores com quem trabalhamos está a estudar a reintrodução de predadores de topo em áreas onde estavam ausentes há décadas. Usando análises automáticas de imagens, pode descobrir como a presença dos predadores está a afectar outras espécies e se estas estão a ser expulsas de áreas onde normalmente são encontradas”. Esta inovação surge na sequência do primeiro projecto de IA da WildEye Conservation, um sistema de pesquisa de Elefantes, o Elephant Survey System, que permite que investigadores contem automaticamente elefantes através de fotografias aéreas. A introdução da IA está agora a ser posta ao serviço da conservação, especialmente na África do Sul, onde especialistas como Nicholas Osner estão a aproveitar a tecnologia para introduzir novas abordagens. O engenheiro de machine learning explica: “Desenvolvemos um aplicativo web chamado TrapTagger, que usa um algoritmo de código aberto para processar automaticamente imagens de câmaras de armadilhas”, dispositivos que podem ser facilmente fixados em árvores para capturar imagens da vida selvagem. O sistema também pode detectar a presença de humanos e veículos, mas a vantagem crucial desta inovação é sua capacidade de analisar imagens e reconhecer as espécies que nelas aparecem”. De acordo com Nicholas Osner, “organizações como universidades, que trabalham com conservação de espécies, podem fazer deduções sobre populações e os tipos de espécies presentes na área coberta pelas suas câmaras de armadilha fotográfica, uma vez que carreguem suas imagens para a nuvem.” Os responsáveis do software também planeiam propor soluções de análise em tempo real, que eventualmente poderiam alertar as autoridades sobre a presença de humanos, que podem ser caçadores, em reservas de vida selvagem. Foto: wall.alphacoders.com

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