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Jul 1, 2024 | Helicópteros são um meio essencial para os esforços de conservação de Leões no Delta do Zambeze.

Leões na escuridão confirmam regresso destes felinos ao Zinave

Mai 14, 2024 | Dois novos leões foram captados por uma armadilha fotográfica no Parque Nacional de Zinave atraídos para o local com iscos pelas equipas Peace Parks Foundation e pelo Programa de Conservação de Carnívoros da Endangered Wildlife Trust. Segundo conta a PPF, na noite em que foram filmados, a luz abundante da lua cheia fez com que estes dois machos fossem particularmente cautelosos, mas a curiosidade acabou por falar mais alto e permitir mais estas registo. Avistamentos como estes mostram que os leões se têm deslocado de forma natural para o Zinave de outras regiões do Grande Limpopo. Segundo a PPF, “identificar a localização exacta dos leões, com a ajuda de uma rede de câmaras, permite que as equipas coloquem coleiras no maior número possível de leões e melhorem o âmbito da monitorização. Aprender mais sobre os seus movimentos e a dimensão da população ajuda a equipa a compreender como protege-los melhor”, explica. Os leões têm-se, assim, juntado ao rinoceronte, leopardo, búfalo e elefante elevando o status do Parque do Zinave como a primeira área protegida de Moçambique a deter os Big Five, o que reflete os esforços dedicados à conservação destas regiões pela PPF e pela ANAC, que têm protegido, restaurado e desenvolvido o parque nos últimos oito anos. O Parque Nacional de Zinave, localizado no sul de Moçambique, emergiu como um oásis de vida selvagem, testemunhando o retorno triunfante de uma das espécies mais emblemáticas de África – o leão. Estes felinos, capturados numa rara imagem noturna, são apenas um exemplo do sucesso crescente das iniciativas de conservação em Moçambique. O recente avistamento destes leões ressalta a beleza e biodiversidade do Zinave e indica um progresso significativo na protecção da vida selvagem. Os esforços coordenados da PPF e do Programa de Conservação de Carnívoros da Endangered Wildlife Trust têm desempenhado um papel crucial na facilitação do retorno destes predadores ao seu antigo habitat. Através de armadilhas fotográficas estrategicamente posicionadas, as equipas de conservação conseguiram documentar a presença crescente de leões no Zinave. Estes registos não só confirmam a presença dos felinos, mas também oferecem insights valiosos sobre seu comportamento e movimentos. Ao sedar e colocar coleiras nos leões, as equipas podem monitorar as suas actividades, identificar padrões de movimento e até mesmo avaliar o tamanho da população. Estas informações são cruciais para desenvolver estratégias de conservação eficazes e garantir um futuro sustentável para os leões no Zinave. Foto e vídeo: Peace Parks Foundation

Recolocada coleira em leoa na Reserva Especial do Niassa

Mai 7, 2024 | O Niassa Carnivore Project, a MWA, a ANAC e a WCS uniram esforços para uma nova missão de recolocação de uma coleira de transmissão e monitoria numa Leoa na Reserva Especial do Niassa. Este animal, uma leoa adulta com quatro anos de idade, recebeu uma nova coleira VHF numa operação que foi apoiada pelo Lion Recovery Fund e foi considerada uma missão chave para manter os esforços de conservação das populações de leões que residem actualmente na maior área protegida de Moçambique e uma das maiores de todo o continente africano. De acordo a Mozambique Wildlife Alliance, anteriormente a leoa estava equipada com uma coleira que deixara entretanto de funcionar. Para manter a continuidade dos esforços de monitorização, que incluem o rastreamento de movimentos, comportamentos e interacções dentro da população de leões, a substituição da coleira não operacional foi considerada necessária. Estas coleiras são ferramentas vitais na conservação das populações de vida selvagem, fornecendo dados em tempo real que permitem entender mais sobre a área de distribuição das espécies – neste caso concreto leões – a sua saúde e ecologia. Estes dados são fundamentais para elaborar estratégias que mitiguem conflitos entre leões e as populações locais, melhorando assim a conservação do habitat e protegerem ao mesmo tempo as pessoas que convivem nos mesmo espaços com animais perigosos. Esta tecnologia também desempenha um papel chave na luta contra a caça furtiva. Fotos: MWA

Abr 16, 2024 | Senadore, Tonginha e dois dos seus três filhos num instante capatado por Lee Bennett na Gorongosa.

MWA substitui coleira em leão para reforçar monitoramento de carnívoros no Limpopo

Mar 26, 2024 | Uma operação conjunta envolvendo a Mozambique Wildlife Alliance (MWA), a ANAC, a Peace Parks Foundation e a Endangered Wildlife Trust sedou um leão macho para substituição da sua coleira. Esta intervenção aconteceu no Parque Nacional do Limpopo com o objectivo de reforçar as capacidades de rastreamento e monitoramento destes carnívoros, cruciais para os esforços de conservação e de gestão de conflitos com as comunidades locais. O Parque Nacional do Limpopo abriga diversas populações de vida selvagem, incluindo os cada vez mais numerosos leões. Estratégias eficazes de conservação dependem grandemente de dados precisos e monitoramento dos movimentos dos animais. A aplicação de coleiras em leões possibilita que pesquisadores, conservacionistas e autoridades de fiscalização obtenham informações valiosas sobre seu comportamento, territórios e interacções com o ambiente. De acordo com a MWA, a bem sucedida operação de substituição da coleira destaca a importância da colaboração entre organizações de conservação e agências governamentais. Ao unir recursos e experiências, este tipo de parceria pode implementar iniciativas de conservação de forma eficaz e garantir a sobrevivência a longo prazo de espécies ameaçadas. Este procedimento representa um passo necessário no esforço mais amplo para proteger e preservar as populações de leões em Moçambique. Por meio de monitoramento contínuo e pesquisa, os conservacionistas podem compreender melhor os desafios enfrentados por essas magníficas criaturas e implementar intervenções direcionadas para mitigar as ameaças. Foto: MWA

Leões resgatados ao comércio ilegal de animais selvagens encontram refúgio na África do Sul

Mar 18, 2024 | Issam e Kelly, dois pequenos filhotes de leão, são as mais recentes vítimas do comércio ilegal de animais selvagens com destino ao Médio Oriente e que foram resgatados para agora encontrarem uma segunda oportunidade num centro de recuperação de animais na África do Sul. Congelados pelo medo, os filhotes de dois meses foram descobertos escondidos em pequenas caixas de plástico para gatos num veículo de contrabandistas, privados de comida, água e cuidados básicos. Encharcados de urina, os filhotes estavam muito abaixo do peso e desnutridos. Issam não conseguia sequer andar normalmente devido às condições desumanas em que foi mantido desde muito cedo. A extensão de seu sofrimento é inimaginável – um exemplo doloroso da crueldade infligida aos inúmeros animais que são criados e vendidos para serem “animais de estimação exóticos”. A Animal Survival International, em parceria com o Drakenstein Lion Park, na África do Sul, comprometeram-se a dar as este dois animais um santuário vitalício, livre de reprodução e interacção directa com visitantes. Estes filhotes podem agora receber a reabilitação intensiva e os cuidados especializados de que precisam. A realidade é que quando “animais de estimação exóticos” são criados e confiscados fora dos seus países de origem, muitos não têm para onde ir e podem acabar em jardins zoológicos ou serem sacrificados. Um destino que a Animal Survival International pretende evitar. Fotos: Drakenstein Lion Park & Animals Lebanon

Leões e Pangolins ameaçados de extinção devido ao tráfico ilegal alerta a ANAC

Mar 12, 2024 | A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) diz que Moçambique enfrenta uma batalha contínua contra o comércio ilegal de fauna bravia que, apesar de algumas conquistas, continua a colocar em perigo espécies emblemáticas como leões e pangolins. A ANAC alertou recentemente para o declínio alarmante das populações de pangolins no país, devido ao comércio ilegal desses animais. Jorge Lourenço Fernando, Coordenador da Direção-Geral da ANAC, destacou as frequentes detenções de traficantes de pangolins como um passo crucial na dissuasão da caça furtiva e no combate ao tráfico interno desses animais. Outra preocupação crescente é o comércio ilegal de partes de leão e o envenenamento de animais selvagens. Lourenço Fernando alertou que o envenenamento não apenas afecta as espécies alvo dos caçadores furtivos, mas também tem efeitos devastadores em outras formas de vida selvagem que se alimentam dos restos contaminados. O crime contra a fauna bravia não só causa danos ambientais e a perda de espécies, mas também afecta os meios de subsistência das comunidades locais, a segurança nacional e o desenvolvimento do país, ressaltou Justino Tondela, Secretário Permanente do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique. Além do tráfico de pangolins e leões, o Relatório Mundial sobre Crimes contra a Vida Selvagem de 2020 da UNODC destaca o elevado nível de caça furtiva de elefantes em áreas como a cordilheira do Niassa e a reserva de Selous, associado ao tráfico de marfim. Moçambique é identificado como um importante fornecedor de marfim ilegal para a Ásia, com um grande número de apreensões de marfim no exterior relacionadas ao país. Apesar dessas preocupações, há sinais de progresso na luta contra o crime contra a vida selvagem. A UNODC tem apoiado as autoridades moçambicanas no fortalecimento dos processos judiciais e no aumento da capacidade de combate ao crime, através de iniciativas como o desenvolvimento de manuais e a formação de juízes, procuradores e funcionários de conservação. No entanto, o comércio ilegal de vida selvagem continua sendo uma ameaça séria e global, impulsionada por lucros substanciais e alimentada pela demanda. É urgente tomar medidas concretas para proteger a vida selvagem e combater essas atividades criminosas que colocam em risco a biodiversidade do país e além. Foto: andbeyond.com

Jan 11, 2024 | Estes dois irmãos nascidos no Delta do Zambeze iniciam agora o seu legado. Fonte: Zambeze Delta Conservation.

Limpopo remove leão que era risco para comunidade local

Jan 11, 2024 | As autoridades do Parque Nacional do Limpopo removeram um jovem leão que atravessou a fronteira da África do Sul em busca de um novo território e que estava a colocar em risco o delicado equilíbrio entre predadores e comunidades locais. De acordo com a Peace Parks Foundation, o leão tinha-se aproximado demais da comunidade local e tinha atacado o gado, colocando assim vidas e meios de subsistência em risco. Com as tensões a aumentar, a equipa de gestão do parque, com o apoio da Mozambique Wildlife Alliance e da Endangered Wildlife Trust entram em acção para sedar e relocalizar o felino para uma área mais segura e remota. Segundo explica a equipa da PPF, “a operação exige habilidade, perseverança e uma resposta rápida – em temperaturas abrasadoras e durante dias e noites de rastreamento, iscos e espera. A sua estratégia e paciência, no solo e no ar, valem a pena: o leão sedado pela equipa de veterinários de vida selvagem, capturado, colocado com uma coleira e levado para longe das comunidades e do seu gado”. Esta operação foi registada em vídeo que a Peace Parks TV disponibilizou e que demonstra o cuidado e monitorização constante das equipas do Parque Nacional do Limpopo em proteger as comunidades locais que convivem com animais que, apesar de perigosos, vale a pena serem protegidos. Foto e Video: PPF

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