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Furtivos envenenam leões do Kruger para comércio de partes do corpo

Jul 09, 2023 | A South African National Parks (SANParks), revelou que os leões da região norte do Parque Nacional Kruger têm sido alvo de uma campanha de envenenamento realizada por caçadores furtivos em busca das partes do corpo dos animais, presumivelmente para o comércio internacional que procura ossos, dentes e pele destes animais. Embora os números não sejam ainda alarmantes, a notícia do ataque a mais uma espécie carismática está a preocupar as autoridades. De acordo com a SANParks, citada pelo Daily Maverick, de janeiro de 2020 até o final de junho de 2023, oito leões foram encontrados envenenados na região norte de Xanatseni, no Kruger. Além disso, outros seis leões foram mortos em armadilhas durante o mesmo período. Todas as ocorrências de envenenamento foram relatadas à polícia e estão a ser investigadas pela Unidade de Investigação de Crimes Ambientais da SANParks. Enquanto o envenenamento de leões é um ataque direccionado, com várias partes do corpo dos animais a serem removidas, as armadilhas permanecem indiscriminadas e matam diversas espécies. Nos últimos seis meses – janeiro de 2023 a junho de 2023 -, um total de 1.987 armadilhas foram removidas na região norte de Xanatseni, que engloba as secções Pafuri, Punda Maria, Shingwedzi, Vlakteplaas, Shangoni e Woodlands. É importante ressaltar que, apesar de preocupante, essa situação ainda não se compara à onda de caça furtiva que resultou na morte de milhares de rinocerontes por seus cornos no Kruger ao longo dos últimos 15 anos, reduzindo a população em até 75% entre 2011 e 2021. A morte de 14 leões, sendo oito deles alvo específico para a extracção de partes do corpo, aponta para o comércio de muti ou medicina tradicional, que valoriza a anatomia de animais selvagens. Este cenário, embora não represente uma ameaça significativa para a população total de leões no parque, que está em torno de 1.500 a 1.700 animais, serve como um aviso sério para as autoridades do Kruger. A demanda por ossos de leão na Ásia tem sido suprida por leões criados em cativeiro na África do Sul. Essa demanda pode potencialmente colocar os felinos selvagens em reservas com populações abundantes na mira dos caçadores furtivos, especialmente num país que possui rotas de comércio ilegal bem estabelecidas para o corno de rinoceronte e outras actividades ilícitas. Foto: Daily Marevick

Colar de rastreamento via satélite colocado em Leão no Limpopo

Jul 23, 2023 | O rastreamento de grupos de Leões realizado através de colares de localização via satélite desempenha um papel crucial no trabalho de conservação deste grande felino um pouco por todo o continente africano. É por isso particularmente importante a missão bem sucedida de colocar um colar de rastreamento num Leão pertencente a um novo grupo de Leões que entretanto se estabeleceu na zona Sul do Parque Nacional do Limpopo. Este trabalho foi desenvolvido numa colaboração entre a Peace Parks Foundation (PPF), a Administração de Áreas de Conservação de Moçambique (ANAC), a Endangered Wildlife Trust, Lion Recovery Fund e a Mozambique Wildlife Alliance (MWA). No vídeo que a PPF divulgou pode ver-se parte desta operação que se saldou num enorme sucesso e que foi realizada em apenas seis dias, o que é considerado pouco tempo visto tratar-se de uma operação complexa num terreno muito difícil. De acordo com a PPF “não apenas a operação conjunta foi um sucesso, mas também foi concluída em tempo recorde! Desde a identificação inicial até a colocação do colar e a colecta de amostra de DNA, levaram apenas seis dias. Isto é um testemunho do trabalho árduo e da experiência das nossas equipas, bem como do espírito cooperativo que impulsiona nossos esforços de conservação”, garantem. “Os leões desempenham um papel crucial na manutenção da saúde do ecossistema, e com a missão da Peace Parks de restaurar, proteger e reviver parques transfronteiriços na África Austral, os colares de rastreamento via satélite não apenas fornecem informações valiosas sobre seus movimentos e distribuição para pesquisa, mas também são instrumentais para evitar conflitos com caçadores furtivos e criadores de gado, garantindo a segurança das pessoas e também dos leões”, explica esta organização. Foto: PPF

MWA intervencionou 120 elefantes e 79 carnívoros no ano passado

Abr 5, 2022 A equipa veterinária de vida selvagem da organização não governamental Mozambique Wildlife Alliance (MWA) imobilizou e trabalhou com um total de 120 elefantes durante o ano de 2021. De acordo com esta organização moçambicana, no ano passado, os seus veterinários “trabalharam 24 horas por dia e em todo o país, apoiando intervenções de manejo e conservação de elefantes – desde translocação, coleira, tratamento de lesões induzidas por humanos e mitigação de conflitos [de comunidades locais] com a vida selvagem”. No ano passado, a equipa da MWA trabalhou também no apoio a intervenções de gestão e conservação a 79 carnívoros. A organização moçambicana interveio em 29 leões, 26 chitas, 15 mabecos, 8 leopardos e 1 hiena em Moçambique, de acordo com uma nota libertada pela MWA. Segundo a MWA, estas intervenções incluíram “desde translocações pioneiras, operações de coleira e tratamento até várias intervenções em situações de resolução de conflitos entre comunidades humanos e animais selvagens”. Fotos: MWA

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