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Perdidas mais de 160 vidas no conflito entre Homem e Fauna Bravia de 2019 a 2022 em Moçambique

Jul 12, 2023 | A Ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, revelou durante a Reunião Nacional sobre o Conflito Homem e Fauna Bravia, que o país registou mais de 160 casos de perdas de vidas humanas de 2019 a 2022. A reunião, realizada na Cidade de Maputo, teve como lema “Comunidades Locais convivendo de forma pacífica e harmoniosa com a Fauna Bravia”. Segundo Ivete Maibaze, nos 45 distritos em questão, foram registados, durante esse período, cerca de 168 casos de perda de vidas humanas e a destruição de 955 hectares de culturas diversas, incluindo milho, gergelim, mexoeira e hortícolas. As espécies mais problemáticas que contribuíram para esse conflito foram o Elefante (Maputo, Manica, Sofala, Nampula e Niassa), Crocodilo (Tete, Sofala e Manica), Hipopótamo (Sofala e Tete), Hiena (Maputo e Gaza) e Búfalo (Maputo, Gaza e Sofala). A Reunião Nacional teve como objectivo a reflexão em conjunto, a troca de experiências com países da região e o aprimoramento dos mecanismos de coordenação intersectorial para a implementação efectiva da Estratégia de Gestão do Conflito Homem-Fauna Bravia. A Ministra ressaltou que esse conflito é um fenómeno antigo, relacionado à disputa de espaço e recursos naturais para a sobrevivência humana, bem como a ocupação desordenada de áreas. “A coexistência não deve ser vista como ausência de conflito, mas como um factor que proporciona escolhas feitas pelo homem para compartilhar paisagens e recursos naturais com a fauna bravia, de forma sustentável”, garantiu Ivete Maibaze, Ministra da Terra e Ambiente. A Reunião Nacional sobre o Conflito Homem-Fauna Bravia ocorreu logo após a celebração do Jubileu dos Parques Nacionais de Banhine e do Zinave, além do VII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, eventos que contaram com a participação do Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi. De acordo com a ANAC, dos 154 distritos do país, 45 são considerados críticos em termos de ocorrência de Conflito Homem-Fauna Bravia. A Reunião contou com a participação de vários actores, incluindo Quadros séniores do Ministério da Terra e Ambiente, Administradores de Parques e Reservas Nacionais, Directores Provinciais de Desenvolvimento Territorial e Ambiente, Directores de Serviços Provinciais de Ambiente, Parceiros de Cooperação, Sector Privado, ONGs e Gestores das Áreas de Conservação Transfronteiriça, que compartilharam experiências na gestão e mitigação do conflito Homem e Fauna Bravia, além de líderes comunitários das zonas tampão das áreas de conservação. Foto: DR

Presidente defende compromisso de lideranças na educação ambiental em Congresso da CPLP

 Jul 8, 2023 | O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, destacou a necessidade de existir um compromisso das lideranças políticas com a educação ambiental. Enfatizou que o país promove uma convivência harmoniosa entre a fauna selvagem e as comunidades. O Presidente da República falava  do VII Congresso Internacional de Educação Ambiental da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), evento que tem por objectivo promover o intercâmbio científico, oportunidades de cooperação e partilha de experiências pedagógicas entre os países-membros e que juntou em Moçambique 500 congressistas. No evento, que decorreu nos dias 4 a 7 de julho em Maputo, Filipe Nyusi ressalvou que “as boas práticas locais, estão enraizadas no maneio e conservação dos ecossistemas da biodiversidade. A nossa visão é de que a educação ambiental não deve ser um processo unidireccional, de cima para baixo, pois existem muitos aspectos positivos que as comunidades locais podem transmitir na preservação do ambiente”. O Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP, um evento bienal, abordou temas como educação ambiental nas políticas de desenvolvimento, no sistema educativo, como resposta aos desafios climáticos e contribuição para grandes projetos de desenvolvimento. A directora nacional do Ambiente no Ministério da Terra e Ambiente, Guilhermina Amurane, enfatizou a importância de identificar estratégias para a educação ambiental comunitária e destacou o novo Centro de Interpretação Ambiental como um repositório dos esforços de preservação do meio ambiente em Moçambique. O Presidente da República lembrou também momentos recentes relacionados com a conservação no País: “Em Moçambique, temos estado a promover uma convivência positiva entre a fauna bravia e as comunidades, através de iniciativas de personalização de espécies. Pessoal e carinhosamente, atribui, nomes a animais selvagens. São exemplos, os elefantes Mr. President e Gentleman, o rinoceronte Princess Innocent e, muito recentemente, o búfalo Reconciliation.Muito recentemente, também nós demos nome a um búfalo que tem a designação de reconciliation. Foi muito fácil explicar porque estávamos a terminar o processo de DDR em Moçambique, mas não também por causa disso, porque nós estivemos à procura de um leão, conseguimos mas o felino escapou-nos, depois de muitas voltas conseguimos o búfalo que reconciliou-se connosco”. O Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP é um evento bienal que serve de plataforma de debate de questões ambientais e de fortalecimento da cooperação internacional ao nível da lusofonia. Foto: DR

Start-up moçambicana pretende criar biovaletas sustentáveis em Maputo

Mai 31, 2023 Khiusha Uaila, uma talentosa arquitecta moçambicana, é a mente brilhante por trás da Xi Bassile, uma start-up que visa implementar biovaletas com materiais reciclados para uma gestão mais sustentável das águas pluviais e que agora pretende aplicar à cidade de Maputo. A iniciativa ganhou destaque ao chegar à final da ClimateLaunchPad, uma competição internacional que apoia ideias de negócios verdes e na qual irá representar Moçambique juntamente com outros projetos. Agora, o objetivo é implementar o projeto-piloto num bairro de ocupação informal em Maputo. O projeto Xi Bassile nasceu durante o mestrado de Khiusha Uaila, na Irlanda, como parte do curso de Arquitectura, Urbanismo e Acção Climática. Anteriormente, obteve a sua formação como arquitecta e urbanista na Universidade Federal de Santa Catarina, no Brasil. Depois de concluir os seus estudos fora, Khiusha Uaila regressou a Maputo, onde tem trabalhado como arquitecta e agora procura implementar um projecto que ajude a gerir o escoamento das águas pluviais e a combater inundações. A proposta de biovaletas sustentáveis é uma inovação promissora para a cidade de Maputo, que enfrenta desafios relacionados à drenagem adequada das chuvas. A ideia é utilizar materiais reciclados para a construção das valetas, contribuindo assim para uma abordagem mais ambientalmente responsável na gestão das águas pluviais. Com o reconhecimento alcançado na ClimateLaunchPad, a start-up Xi Bassile está pronta para enfrentar o desafio de implementar o projecto-piloto num bairro de ocupação informal, onde a necessidade de soluções eficazes de drenagem é especialmente crítica. A visão de Khiusha Uaila é não apenas lidar com questões imediatas de inundação, mas também promover a consciência ambiental e criar soluções sustentáveis para enfrentar os impactos das mudanças climáticas na cidade. De acordo com Khiusha Uaila, arquitecta, citada pela RFI, “a Xi Bassile é uma empresa social, é uma ‘start-up’ que está agora na sua fase de pesquisa e desenvolvimento de produto. Temos a missão de focar em soluções sustentáveis e baseadas na natureza para resolver problemas urbanos. Focamos agora, principalmente, na gestão de águas fluviais com a solução da biovaleta e, também, com uma solução de um kit simplificado de recolha de água da chuva. A intenção, à medida que a gente for crescendo, é trabalhar com diversas outras soluções, incluindo consultoria em projectos urbanos.” “Biovaletas são soluções que já existem há algumas décadas, apesar de não serem ainda a solução mais recorrente. É um sistema de gestão de águas pluviais que utiliza os solos e a vegetação para absorver e também para filtrar a poluição das águas da chuva”, explica. O ClimateLaunchpad é uma iniciatiava do Climate Kic, implementada em Moçambique pela ideiaLab com o apoio da Embassy of Ireland Mozambique , da AMER e da Gaia Consulting. Foto: Projecto Xi Bassile / Khiusha Uaila /Rfi

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