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Chita removida de área comunitária no Delta do Zambeze

Mai 7, 2024 | Uma das fêmeas de chita reintroduzida recentemente no Delta do Zambeze foi transferida após fazer uma breve visita à área comunitária desta zona de conservação integrada no complexo de Marromeu. A operação de translocação deste animal para uma zona mais interior da área de conservação de onde era originária teve como objectivo atender tanto às preocupações levantadas pelas pessoas locais como para proteger aquela chita de possíveis ameaças. De acordo com a Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching a operação de remoção e transferência foi bem sucedida tendo sido auxiliada por membros da comunidade local. Como se pode ler a boa notícia é que a chita estava em óptimas condições físicas e foi reintegrada com segurança na planície de inundação do Delta. Apesar de ainda não se saber o que causou a sua deslocação para tão longe da área de conservação, a equipa de consercação espera que a chita continue a permanecer na região. A operação foi garantida pela Cabela Family Foundation e executada pela Mozambique Wildlife Alliance. Fotos: Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching

Abr 22, 2024 | Machamba em Marromeu, numa das comunidades junto à Coutada 11, com o apoio da Zambeze Delta Conservation and Antipoaching.

MWA recoloca colares transmissores em duas chitas no Delta do Zambeze

Mar 5, 2024 | A Zambeze Delta Conservation (ZDC) e a Mozambique Wildlife Alliance (MWA) colocaram dois novos colares transmissores em duas chitas numa operação integrada no programa de reintrodução da espécie no complexo de Marromeu. A necessidade de intervir foi detectada pela equipa do ZDC que, segundo nota da MWA, identificou dois colares defeituosos em chitas machos, essenciais para monitorizar o sucesso da sua reintrodução na área. Estes colares funcionam como activos vitais no rastreamento e compreensão do comportamento destes animais. Para resolver o problema, a equipa veterinária da MWA foi prontamente acionada para substituir os colares defeituosos. Apesar da falha, o componente VHF dos colares permaneceu operacional, permitindo o rastreamento contínuo destes dois animais. Ao abordar rapidamente questões técnicas e garantir a funcionalidade desses colares, os esforços colaborativos na Coutada 11 permitem a gestão eficaz da vida selvagem no terreno. Estas medidas proactivas são críticas para o sucesso dos programas de reintrodução de espécies e para a conservação a longo prazo da biodiversidade dentro e no entorno do complexo de Marromeu. Estes dois machos fazem parte do programa de reintrodução de chitas neste ecossistema iniciado com a translocação de 12 animais para a Coutada 11 (ver o vídeo em baixo), provenientes de reservas da África do Sul e do Malawi, numa operação extremamente complexa que, à data, incluiu diversas organizações e pessoas como a Fundação da Família Cabela (fundada por Dick e Mary Cabela), Ivan Carter, Wildlife Conservation Alliance, ANAC, Endangered Wildlife Trust, African Parks e Zambeze Delta Conservation. Foto e Vídeo: Zambeze Delta Conservation

Parque Nacional do Gilé vai receber 200 Búfalos provenientes da Reserva de Marromeu em 2024

Out 16, 2023 | Já está a ser preparada a complexa e delicada operação de transferência de 200 Búfalos do Cabo que agora se encontram na Reserva Nacional de Marromeu, em Sofala, e que em 2024 serão introduzidos no Parque Nacional do Gilé, localizado na Província da Zambézia Esta operação de larga escala, divulgada pelo Parque Nacional do Gilé, foi adiada para o próximo ano devido aos danos causados pelo Ciclone Freddy. Apesar do atraso, as equipas de conservação das duas áreas protegidas do centro e norte de Moçambique estão já a trabalhar para garantir o sucesso da transferência destes animais. Thomas Prin, líder de projecto africano da Fundação François Sommer, PhD em ecologia e especializado em Búfalo Africano, e que desempenha um papel fundamental neste ambicioso empreendimento, conduziu recentemente uma avaliação de campo na Reserva de Marromeu para abordar alguns desafios cruciais. Uma das principais preocupações da equipa era encontrar uma rota adequada para que os camiões de transporte dos animais atravessassem um canal de 20 metros de comprimento sobre uma ponte que, entretanto, se tornou intransitável, problema logístico que precisava de ser resolvido para facilitar a translocação segura dos búfalos. A equipa multidisciplinar responsável pela operação, liderada por Thomas Prin, inspeccionou minuciosamente locais potenciais e explorou várias opções para superar os obstáculos de forma a garantir que o processo de translocação seja o mais efectivo possível. Além de abordar os desafios logísticos, a equipa também se reuniu com Benjamin Garrife, o novo administrador da Reserva de Marromeu. Esta colaboração e coordenação são vitais para garantir que todos os aspectos da operação de translocação sejam conduzidos de forma eficiente e com o máximo de cuidado, tanto para os búfalos quanto para o meio ambiente e pessoas envolvidas. A translocação destes búfalos é um esforço de conservação crítico que contribuirá para a preservação e rejuvenescimento do ecossistema do Parque Nacional do Gilé. Fotos: Parque Nacional do Gilé

Comunidades da zona tampão da Reserva de Marromeu treinadas em técnicas de afugentamento de animais

Ago 15, 2023 | Mais de três mil famílias que residem na zona tampão da Reserva Nacional de Marromeu, localizada na Província de Sofala, estão a receber formação intensiva em novas técnicas de afugentamento de animais problemáticos. O objectivo do programa de capacitação é pôr fim às invasões frequentes destes animais, que podem causar danos significativos às propriedades e representam uma ameaça directa às vidas das comunidades locais. A iniciativa, liderada pelo administração da Reserva Nacional de Marromeu tem como foco principal a gestão dos conflitos entre comunidades humanas e animais selvagens, com destaque para os búfalos. Além de destruírem habitações e culturas nos campos, estes animais têm tido comportamentos agressivos, chegando a atacar as pessoas. Há casos de animais que se isolam das manadas acabando por ficar problemáticos e há casos também de ataques de crocodilos. Além da formação intensiva, as comunidades locais também recebem material de afugentamento de animais, como foguetes. Desde o início deste ano, o distrito de Marromeu enfrentou mais de dez casos de conflitos entre humanos e fauna bravia, resultando em quatro fatalidades. A preocupação com estes incidentes levou a Reserva Nacional de Marromeu a intensificar os seus esforços para mitigar os conflitos e proteger comunidades locais e vida selvagem. De acordo com Benjamim Grife, administrador da Reserva Nacional de Marromeu, “o distrito de Marromeu, que representa mais de setenta por cento de área de conservação, regista aumento da população animal, principalmente crocodilos, elefantes e búfalos, que atacam pessoas”. “Estamos a relançar programas de treinamento às comunidades com técnicas de afugentamento na zona de Malingapanse e na zona de Macuerre que fazem limite com a Coutada 14 e agora vamos ter uma capacitação com uma equipa especializada de modo a avançarmos com outras técnicas que se adequam ao búfalo porque aqui os animais conflituosos são o elefante e o búfalo”, assegura o mesmo responsável.

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