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População jovem, terra arável, renováveis e tecnologias emergentes são oportunidade para África

Mai 13, 2024 | Um novo relatório emitido pela Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA) destaca as oportunidades para transições justas e sustentáveis (TJSs) no continente africano. O Relatório Económico de 2024 sobre África argumenta que “a população jovem, a terra arável, os recursos renováveis, os enormes depósitos de minerais estratégicos e as vantagens tardias das tecnologias emergentes posicionam a África para moldar a transição para a sustentabilidade a nível global, ao mesmo tempo que fecha suas próprias lacunas na disponibilidade de energia”. Com o tema ‘Investir numa Transição Justa e Sustentável em África’, o relatório defende o investimento numa transição justa e sustentável, ao mesmo tempo que se procura o acesso à energia para todos. O documento contextualiza a imperatividade das TJSs para África, destaca as oportunidades ao longo das dimensões económica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável, incluindo financiamento para TJSs, e oferece recomendações políticas para que África possa conseguir a transição. Reconhecendo o papel que os abundantes recursos energéticos renováveis da região podem desempenhar para permitir que os países africanos alcancem os seus objectivos de desenvolvimento, o relatório reconhece que, guiada por narrativas e necessidades africanas, “a transição longe dos combustíveis fósseis precisa de ser gradual”. Os investimentos actuais de África na sua “transição para a sustentabilidade” e em energias renováveis permanecem insignificantes, de acordo com o relatório. O relatório identifica a necessidade de mudanças fundamentais nos sistemas económicos, de governança e tecnológicos em África para alcançar as TJSs. Recomenda depender de “visões e estratégias de futuro [para] maximizar os benefícios do continente a partir de oportunidades económicas e tecnológicas emergentes”, observando que “[o] financiamento de TJSs em África é crucial para garantir o desenvolvimento inclusivo de economias resilientes de baixo carbono sem comprometer a prosperidade”. O Relatório Económico sobre a África foi lançado no primeiro dia do Fórum Regional Africano sobre Desenvolvimento Sustentável de 2024. Foto: ONU/Raphael Pouget/Climate Visuals Countdow

Espécies migratórias em risco precisam de estratégias que vão além das fronteiras humanas

Fev 27, 2024 | A primeira edição do relatório das Nações Unidas acerca do estado de conservação das espécies migratórias em todo o mundo contém revelações preocupantes sobre o estado das espécies que atravessam diversos ecossistemas nos seus ciclos de movimentação natural. Esta primeira radiografia foi apresentada durante a abertura de uma importante conferência de conservação da vida selvagem das Nações Unidas (CMS COP14) – State of the World’s Migratory Species.- é da responsabilidade da Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals (CMS), um tratado de biodiversidade das Nações Unidas de que Moçambique faz parte desde 2009. O relatório revela que cerca de metade das espécies migratórias listadas pela CMS apresenta declínios populacionais. Os dados disponíveis sugerem que o estado de conservação está a deteriorar-se: uma em cada cinco espécies (22%) da CMS estão ameaçadas de extinção e uma proporção substancial, cerca de 44%, está a sofrer declínios populacionais. O estudo conclui, igualmente, que quase todos os peixes listados pela CMS (97%) estão ameaçados de extinção e que o risco de extinção está a crescer para as espécies migratórias em termos globais, incluindo aquelas que não estão listadas sob a CMS. Metade (51%) das Áreas-Chave de Biodiversidade identificadas como importantes para os animais migratórios listados pela CMS não possuem status de protecção, e 58% dos locais monitorados reconhecidos como importantes para as espécies listadas pela CMS estão a experimentar níveis insustentáveis de pressão humana. O estudo das Nações Unidas aponta que as duas maiores ameaças tanto para as espécies listadas pela CMS quanto para todas as espécies migratórias são a superexploração e a perda de habitat devido à actividade humana. Três em cada quatro espécies listadas pela CMS são impactadas pela perda, degradação e fragmentação do habitat, e sete em cada dez espécies listadas pela CMS são impactadas pela superexploração (incluindo captura intencional, bem como captura acidental). As mudanças climáticas, a poluição e as espécies invasoras também estão a ter impactos profundos sobre as espécies migratórias. Globalmente, 399 espécies migratórias ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção não estão actualmente listadas sob a CMS. Estes resultados destacam a urgência de acção para proteger as espécies migratórias em todo o mundo. É essencial que sejam implementadas medidas eficazes de conservação, incluindo a expansão de áreas protegidas e a redução da superexploração e da degradação do habitat. Tal como pode ser lido no documento, as espécies migratórias são encontradas por todo o mundo – em terra, na água e nos céus. Ao atravessar milhares de quilómetros, estas espécies dependem de uma variedade diversa de habitats para se alimentarem, reproduzirem e descansarem, desempenhando, por sua vez, um papel essencial na manutenção de ecossistemas saudáveis e funcionais. Frequentemente, as suas migrações levam-nas a atravessar fronteiras nacionais, tornando a cooperação internacional essencial para a sua conservação e sobrevivência. O reconhecimento desta necessidade levou à negociação da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Selvagens, que entrou em vigor em 1979. A CMS é o tratado global que aborda a conservação e a gestão eficaz das espécies migratórias e dos seus habitats. A Convenção tem como objectivo conservar as espécies migratórias, particularmente aquelas listadas nos seus dois Apêndices e aquelas incluídas numa variedade de instrumentos da CMS, através da cooperação internacional e da ação coordenada de conservação. Foto: SerengetiUnderCanvas

ONU chega a acordo histórico para proteger os oceanos do mundo

Mar 6, 2023 Após vários anos de negociações, os 193 países que compõem as Nações Unidas chegaram a um tratado inédito para proteger a biodiversidade dos oceanos. O acordo, que foi alcançado na sede da ONU em Nova Iorque, representa um marco importante para atingir uma meta que está a ser construída há décadas. Tal como explica a Grist, o tratado terá ainda que ser formalmente adoptado pela organização intergovernamental e ratificado por cada país-membro individualmente. A ONU iniciou negociações para adoptar uma estrutura legal para proteger o oceano em 2004, mas divergências de diversa ordem adiaram um acordo. O novo tratado estabelece um novo conjunto de regras no alto mar destinadas a proteger as espécies marinhas e o equilíbrio dos seus ecossistemas. Cria um novo grupo dentro da ONU encarregado de gerir a conservação dos oceanos e exige avaliações detalhadas de impacto ambiental para todas as novas actividades em alto mar, incluindo o turismo. O tratado também cria áreas dentro do oceano que são totalmente protegidas estabelecendo santuários marinhos onde as espécies possam florescer sem perturbações. Um passo fundamental para atingir a meta estabelecida pela ONU de conservar 30% da terra e da água do planeta até 2030. Foto: DR/Grist

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