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Leões e Pangolins ameaçados de extinção devido ao tráfico ilegal alerta a ANAC

Mar 12, 2024 | A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) diz que Moçambique enfrenta uma batalha contínua contra o comércio ilegal de fauna bravia que, apesar de algumas conquistas, continua a colocar em perigo espécies emblemáticas como leões e pangolins. A ANAC alertou recentemente para o declínio alarmante das populações de pangolins no país, devido ao comércio ilegal desses animais. Jorge Lourenço Fernando, Coordenador da Direção-Geral da ANAC, destacou as frequentes detenções de traficantes de pangolins como um passo crucial na dissuasão da caça furtiva e no combate ao tráfico interno desses animais. Outra preocupação crescente é o comércio ilegal de partes de leão e o envenenamento de animais selvagens. Lourenço Fernando alertou que o envenenamento não apenas afecta as espécies alvo dos caçadores furtivos, mas também tem efeitos devastadores em outras formas de vida selvagem que se alimentam dos restos contaminados. O crime contra a fauna bravia não só causa danos ambientais e a perda de espécies, mas também afecta os meios de subsistência das comunidades locais, a segurança nacional e o desenvolvimento do país, ressaltou Justino Tondela, Secretário Permanente do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique. Além do tráfico de pangolins e leões, o Relatório Mundial sobre Crimes contra a Vida Selvagem de 2020 da UNODC destaca o elevado nível de caça furtiva de elefantes em áreas como a cordilheira do Niassa e a reserva de Selous, associado ao tráfico de marfim. Moçambique é identificado como um importante fornecedor de marfim ilegal para a Ásia, com um grande número de apreensões de marfim no exterior relacionadas ao país. Apesar dessas preocupações, há sinais de progresso na luta contra o crime contra a vida selvagem. A UNODC tem apoiado as autoridades moçambicanas no fortalecimento dos processos judiciais e no aumento da capacidade de combate ao crime, através de iniciativas como o desenvolvimento de manuais e a formação de juízes, procuradores e funcionários de conservação. No entanto, o comércio ilegal de vida selvagem continua sendo uma ameaça séria e global, impulsionada por lucros substanciais e alimentada pela demanda. É urgente tomar medidas concretas para proteger a vida selvagem e combater essas atividades criminosas que colocam em risco a biodiversidade do país e além. Foto: andbeyond.com

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