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African Parks reintroduz 120 rinocerontes brancos em reservas do Greater Kruger

Jun 11, 2024 | A African Parks reitroduziu 120 rinocerontes brancos do sul nas reservas que integram a Greater Kruger Environmental Protection Foundation (GKEPF) nas províncias sul-africanas de Mpumalanga e Limpopo. Esta translocação é a segunda a ocorrer sob a iniciativa Rhino Rewild, um plano ambicioso para reintroduzir 2.000 rinocerontes brancos do sul em áreas protegidas seguras em África ao longo da próxima década, e marca a primeira reintrodução de rinocerontes nesta paisagem em 50 anos. A GKEPF foi estabelecida em 2016 como resposta ao aumento da caça furtiva de rinocerontes no Greater Kruger. Actualmente, a área abriga a maior população de rinocerontes selvagens do mundo, abrangendo 2,5 milhões de hectares de natureza selvagem não cercada. A transferência destes 120 rinocerontes para serem reintegrados ocorre num momento em que as taxas de caça furtiva nas reservas da GKEPF diminuíram significativamente, indicando a eficácia das medidas de segurança e anti-caça furtiva. De acordo com nota da African Parks, a segurança destes rinocerontes translocados está em primeiro plano para todos os envolvidos, e os riscos foram bem calculados. Os rinocerontes chegam desgalhados, monitorados individualmente e entram num sistema de protecção bem interligado. Estes 120 rinocerontes brancos do sul vêm dos 2.000 resgatados no ano passado de um empreendimento comercial privado falido na África do Sul. A African Parks tem o objectivo de  reintroduzir todos estes animais em áreas protegidas bem administradas e seguras e contribuir para ecossistemas selvagens e funcionais ao longo da próxima década. Fotos: African Parks

African Parks doa primeiros 40 dos 2000 rinocerontes que pretende reintroduzir em todo o continente

Mai 21, 2024 | A African Parks deu início à fase de reindrodução do ambicioso plano “Rhino Rewild”, um projecto que visa reintroduzir 2.000 rinocerontes-brancos do sul em áreas protegidas e seguras em África nos próximos dez anos. O primeiro passo desta iniciativa continental, e que poderá incluir Moçambique, foi a doação de 40 rinocerontes-brancos ao Munywana Conservancy, em Zululândia, KwaZulu-Natal, África do Sul, como apoio aos bem-sucedidos esforços de conservação e comunitários desta área protegida localizada junto ao iSimangaliso Wetland Park. De acordo com um comunicado enviado pela African Parks, esta primeira translocação de um total de 2.000 animais adquiridos em 2023 à polémica Platinium Rhino, foi realizada pela African Parks em parceria com a &Beyond Phinda, a Conservation Solutions e a WeWild Africa, com o apoio financeiro da The Aspinall Foundation e do The Wildlife Emergency Fund. Em setembro de 2023, a African Parks adquiriu a maior operação de reprodução de rinocerontes em cativeiro do mundo, que enfrentava um colapso financeiro. O principal objectivo da iniciativa é reintroduzir todos os rinocerontes em áreas protegidas bem geridas e seguras, estabelecendo ou suplementando populações estratégicas, ajudando assim a reduzir o risco futuro para a espécie. Para garantir o sucesso desta translocação, a condição corporal dos animais e a adaptação a parasitas serão monitoradas de perto enquanto se ajustam ao novo ambiente. Além disso, a Conservancy implementará medidas intensivas de protecção para garantir a segurança dos 40 rinocerontes desprovidos de chifres. Os rinocerontes-brancos como espécie estão sob extrema pressão devido à caça furtiva e à perda de habitat, e por isso a necessidade de áreas bem protegidas para que possam prosperar. Enquanto os rinocerontes-brancos do sul atingiram um ponto mínimo de 30 a 40 animais na década de 1930, medidas de conservação eficazes aumentaram a população para aproximadamente 20.000 indivíduos em 2012. No entanto, o aumento dramático da caça furtiva reduziu os seus números para cerca de 16.000 actualmente. Os rinocerontes-brancos são mega-herbívoros importantes na formação das savanas, que armazenam aproximadamente 30% do carbono terrestre do mundo. Onde os rinocerontes estão presentes, há um aumento tanto na flora quanto na fauna; e populações selvagens de rinocerontes são indicadoras de renovação dos ecossistemas. “O cerne da solução, e o sucesso final da reintrodução destes 2.000 rinocerontes, reside na existência de áreas seguras, bem protegidas e efectivamente geridas em toda a África, das quais o Munywana Conservancy é um excelente exemplo,” disse Peter Fearnhead, CEO da African Parks, uma organização que gere 22 áreas protegidas em parceria com governos e comunidades em 12 países. “O Rhino Rewild é um dos nossos empreendimentos mais ambiciosos até hoje, onde, em parceria com uma multitude de organizações governamentais, de conservação e comunitárias, e financiadores chave, temos a rara oportunidade de ajudar a reduzir o risco de uma espécie, e no processo, ajudar a proteger algumas das áreas de conservação mais críticas não apenas na África, mas no mundo.” O Rhino Rewild é uma iniciativa de 10 anos da African Parks para resgatar e reintroduzir 2.000 rinocerontes-brancos do sul e renovar os habitats que eles requerem. Os financiadores iniciais do Rhino Rewild incluem a Rob Walton Foundation, a Pershing Square Foundation, WeWild Africa, The Aspinall Foundation e The Wildlife Emergency Fund. Fotos: African Parks

Remoção de cornos como último recurso na protecção dos rinocerontes na Greater Lebombo

Abr 2, 2024 | A ANAC e a Mozambique Wildlife Authority (MWA) avançaram com uma nova operação de remoção de cornos dos rinocerontes reintroduzidos recentemente no Sul de Moçambique. Este último recurso tem como objectivo impedir os ataques de furtivos e assim travar o comércio ilegal de vida selvagem protegendo a espécie. Garantida por uma colaboração entre a ANAC e a MWA, com o apoio do Rhino Recovery Fund, a operação teve lugar na Greater Lebombo Conservancy (GLC) e descornou um total de oito rinocerontes, incluindo cinco machos e três fêmeas. Este procedimento, embora possa parecer drástico à primeira vista, é uma estratégia eficaz na proteção desses animais da ameaça constante da caça furtiva, tal como explica a MWA. Altamente valorizado no mercado ilegal de partes ou de animais selvagens os cornos começaram a ser removidos com o fim de proteger os Rinocerontes de moçambique de um fim trágico que poderia levar ao seu desaparecimento do país. Esta iniciativa visa a protecção da população de rinocerontes na região, desempenhando um papel fundamental na conservação desta carismática espécie de grande porte. Como explica a MWA “a descorna é um procedimento não invasivo realizado por equipas veterinárias com um mínimo de stress para os animais. Como o corno do rinoceronte é composto por queratina, semelhante às unhas humanas, a sua remoção não causa dor ou dano ao rinoceronte”. Esta operação é um exemplo da eficácia das estratégias colaborativas de conservação. Ao unir recursos, conhecimentos e esforços, as partes interessadas podem implementar medidas impactantes para proteger espécies vulneráveis, como é o caso dos rinocerontes. Fotos: MWA

Aumentou para 499 a caça furtiva de rinocerontes na África do Sul

Mar 5, 2024 | Durante o ano de 2023, 499 rinocerontes foram caçados furtivamente em toda a África do Sul, sendo 406 em propriedades estatais e 93 em parques, reservas ou fazendas bravias de propriedade privada. Este número representa um aumento de 51 animais mortos em comparação com os 448 rinocerontes caçados ilegalmente em 2022. “A pressão voltou a fazer-se sentir na província de KwaZulu-Natal (KZN), com o Parque Hluhluwe-iMfolozi a enfrentar o maior número de casos de caça furtiva, perdendo 307 do total nacional de perdas por caça furtiva. Esta é a maior perda de caça furtiva nesta província. Embora a KZN tenha registado 49 detenções e 13 armas de fogo apreendidas, as equipas multidisciplinares continuam a trabalhar incansavelmente na tentativa de abrandar esta pressão implacável”, afirmou a Ministra das Florestas, Pescas e Ambiente, Barbara Creecy. O Parque Nacional Kruger (PNK) registou, segundo números oficiais divulgados pelo governo sul africano, uma queda de 37% em relação a 2022, com um total de 78 rinocerontes caçados em 2023. Nenhum rinoceronte foi caçado noutros parques nacionais. Como parte do programa de combate à pobreza do governo sul-africano, há uma série de monitores de cercas contratados das comunidades vizinhas que patrulham a cerca da fronteira oeste do Kruger e relatam violações de cercas, trilhas ilegais e pessoas que entram no parque, bem como animais que escaparam do PNK, explicou a Ministra Creecy. A ministra também elogiou o trabalho realizado pela Diretoria de Investigação de Crimes Prioritários – Hawks – em vários compromissos regionais e transnacionais para melhorar a abordagem integrada do governo no combate ao tráfico de vida selvagem. Parcerias entre os sectores público e privado, e os sectores financeiro e de transporte, continuam a ser cruciais no combate ao tráfico internacional de vida selvagem. Em relação às acusações de caça furtiva de rinocerontes, foram proferidos veredictos em 36 casos, dos quais 35 resultaram em veredictos de culpa e um em veredicto de inocência. Os casos resultaram na condenação de 45 acusados de caça furtiva de rinocerontes/traficantes de cornos de rinoceronte, com uma taxa de condenação de 97%. Apesar deste aumento, em setembro do ano passado, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) divulgou que, graças aos esforços de conservação, o número de rinocerontes aumentou em toda a África, segundo a The South African. Cerca de 23.300 exemplares foram contabilizados no continente até o final de 2022, representando um aumento de 5,2% em relação a 2021, conforme relatado pela UICN. Esse aumento foi considerado como a primeira “boa notícia” para estes animais em mais de uma década. Uma estimativa separada da International Rhino Foundation sugere que aproximadamente 15.000 rinocerontes vivem na África do Sul. Foto: news.gov.hk

Fertilização in vitro é a última tentativa para salvar rinoceronte branco do norte

Fev 5, 2024 | Cientistas anunciaram mais uma tentativa de preservação dos rinocerontes brancos do norte, uma espécie criticamente ameaçada de extinção. A realização bem-sucedida da primeira transferência de embriões em rinocerontes, utilizando a técnica de fertilização in vitro, está a alimentar a esperança em salvar a população destes animais, que foi drasticamente reduzida por caçadores furtivos. De acordo com a DW, actualmente, apenas dois rinocerontes brancos do norte, uma mãe chamada Najin e sua filha Fatu, sobrevivem no Ol Pejeta Conservancy, localizado no Quénia. A maioria da população foi dizimada nas décadas de 1970 e 1980, reduzindo-a de cerca de 500 para apenas 15 indivíduos. O avanço científico foi anunciado durante uma conferência de imprensa em Berlim, promovida pelo projecto Biorescue, financiado pelo governo alemão. Embora tenha ocorrido uma triste notícia sobre a morte da rinoceronte grávida, Curra, após uma gestação de 70 dias, os investigadores acreditam que o sucesso da gravidez é promissor para futuras transferências em rinocerontes brancos do norte. Actualmente, existem 30 embriões preservados em laboratórios em Itália e Alemanha, prontos para serem transferidos para mães substitutas de rinocerontes brancos do sul. Os cientistas preveem a realização da transferência desses embriões para mães substitutas já em junho de 2024, marcando um passo significativo para a conservação destes animais criticamente ameaçados. Para garantir uma população duradoura de rinocerontes brancos do norte, os pesquisadores planeiam utilizar técnicas de edição genética, uma vez que a diversidade genética é limitada aos óvulos da fêmea Fatu. Apesar de os desafios enfrentados ao longo dos cinco anos de trabalho até agora, a equipa permanece optimista sobre o potencial de salvar esta espécie da extinção. Foto: CNN

ANAC implementa operação de remoção de chifres de rinocerontes para combater caça ilegal

Dez 5, 2023 | A Administração Nacional de Áreas de Conservação de Moçambique (ANAC) decidiu avançar com uma estratégia de combate à caça furtiva de rinocerontes que passa pela remoção de chifres em todos os animais desta espécie existentes em áreas de alto risco em Moçambique. No seguimento dessa decisão, realizada em 2020, a Mozambique Wildlife Alliance (MWA) e os seus parceiros implementaram um sistema reactivo altamente eficaz, com o objectivo de detectar, imobilizar quimicamente e cuidadosamente retirar os chifres de todos os rinocerontes que atravessam do Parque Nacional Kruger, na África do Sul, para Moçambique. A estratégia, embora de natureza temporária, tem contribuído, segundo a MWA, significativamente para “para a redução dos eventos de caça furtiva de rinocerontes no país, ao mesmo tempo que promove um aumento no número de animais que permanecem por longos períodos no território de Moçambique”. De acordo com informação veiculada pela MWA, a ONG moçambicana com sede em Maputo, realizou operações de retirada de chifres em dois rinocerontes brancos machos em Massitonto. A operação contou com o apoio do Sabie Game Park, da Karingani Game Reserve e da Peace Parks Foundation, com a contribuição do Rhino Recovery Fund. Foto: MWA

Translocação de terceiro grupo de rinocerontes reforça viabilidade da espécie no Zinave

Set 23, 2023 | Foram transferidos mais 10 rinocerontes provenientes da África do Sul para o Parque Nacional de Zinave, em Moçambique. A operação, a terceira após as translocações transfronteiriças de rinocerontes do ano passado, é resultado de uma parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e do Governo de Moçambique, a Peace Parks Foundation (PPF) e a Exxaro Resources, com o apoio do Governo da África do Sul. A operação de reintrodução de rinocerontes, naquele que é o primeiro parque Moçambicano a restabelecer os Big Five, faz parte de um esforço mais amplo para restaurar o número de rinocerontes no país. De acordo com informação veiculada pela PPF, a Exxaro doou os rinocerontes e fez uma contribuição substancial para os custos operacionais do parque, com financiamento adicional fornecido pela Anglo American, pelo Grupo De Beers, pela Fundação Geos, pela German Postcode Lottery, pela MAVA Foundation e por doadores privados. A transferência inclui 5 rinocerontes pretos (classificados como criticamente ameaçados pela IUCN) e 5 rinocerontes brancos (classificados como quase ameaçados pela IUCN). Os animais são provenientes da Reserva de Caça Manketti, na África do Sul. As duas operações anteriores de reintrodução aconteceram ambas no ano passado e transferiram 20 rinocerontes brancos e sete rinocerontes pretos provenientes da reserva privada da Exxaro, na África do Sul. Segundo a PPF, durante vários anos, os três principais parceiros, com o apoio de equipas altamente qualificadas, trabalharam no planeamento desta operação, resultando numa viagem de três dias por estrada para transferir os rinocerontes, com supervisão de especialistas em veterinária e segurança. À medida que os rinocerontes se ajustam ao novo ambiente, explica a PPF, continuarão a receber cuidados profissionais que inclui a presença de guardas de Resposta Rápida e a utilização de tecnologia de última geração em conservação de forma a garantir a protecção dos rinocerontes a longo prazo, oferecendo segurança a todo o parque nacional. Fotos: PPF

African Parks comprou e vai liberar 2.000 Rinocerontes Brancos da Platinium Rhino

Set 5, 2023 | A African Parks, reputada ONG de conservação que gere diversas áreas protegidas em todo o continente africano, anunciou a aquisição para posterior reabilitação de mais de 2.000 rinocerontes brancos do sul ao longo da próxima década. A aquisição da maior operação de reprodução de rinocerontes em cativeiro do mundo, que a até aqui pertencia à “Platinum Rhino”, permite libertar esta espécie ameaçada de extinção. A Platinum Rhino, uma extensa propriedade de 7.800 hectares localizada na província de North West, na África do Sul, abriga actualmente 2.000 rinocerontes, representando até 15% da população selvagem existente. As instalações estavam em risco devido a problemas financeiros tendo sido colocadas à venda em 26 de abril de 2023 sem, contudo, conseguirem encontrar comprador. A African Parks, reconhecida pela sua experiência na gestão de áreas protegidas e na realização de translocações de vida selvagem em grande escala, incluindo a bem-sucedida reintrodução de rinocerontes no Ruanda, Malawi e República Democrática do Congo (ver vídeo em baixo), anunciou através de comunicado enviado à Kambaku que foi procurada por indivíduos preocupados no setor da conservação para enfrentar uma crise iminente. Com o apoio do Governo Sul-Africano e financiamento de emergência garantido, a African Parks decidiu adquirir a Platinum Rhino, assumindo assim a responsabilidade de proteger estes rinocerontes. O principal objectivo da African Parks é reabilitar os 2.000 rinocerontes ao longo da próxima década, realocando-os em áreas protegidas bem geridas e seguras. Esta iniciativa visa estabelecer e reforçar populações estratégicas em todo o continente, reduzindo efectivamente o risco para a espécie. Uma vez que os rinocerontes forem reintegrados na natureza, o programa de reprodução na Platinum Rhino será gradualmente encerrado. De acordo com Peter Fearnhead, CEO da African Parks, “a African Parks não tinha a intenção de se tornar proprietária de uma operação de reprodução de rinocerontes em cativeiro com 2.000 rinocerontes. No entanto, reconhecemos plenamente o imperativo moral de encontrar uma solução para estes animais, para que possam desempenhar novamente o seu papel fundamental em ecossistemas plenamente funcionais”. “A escala desta empreitada é simplesmente enorme e, portanto, desafiadora. No entanto, é igualmente uma das o rinoceronte branco do sulenfrenta uma grande pressão devido à caça furtiva, especialmente na África do Sul. O rinoceronte branco do sul é uma subespécie diferente do rinoceronte branco do norte que atualmente está funcionalmente extinto, com apenas duas fêmeas não reprodutivas sobreviventes em cativeiro no Quénia. Segundo a African Parks a população de rinocerontes brancos do sul caiu para apenas 30 a 40 animais na década de 1930, mas aumentou para aproximadamente 20.000 indivíduos até 2012 devido a medidas eficazes de conservação. No entanto, a caça ilegal de seus cornos de rinoceronte reduziu o seu número para menos de 13.000 nos dias de hoje. A African Parks é uma organização de conservação sem fins lucrativos dedicada à reabilitação e gestão de áreas protegidas em parceria com governos e comunidades locais. A organização gere 22 parques nacionais e áreas protegidas em 12 países de África, incluindo Moçambique, cobrindo mais de 20 milhões de hectares em todo o continente. Fotos: African Parks

Rinocerontes Brancos da África do Sul translocados para Garamba na RD Congo

Jul 14, 2023 | O Parque Nacional de Garamba, na República Democrática do Congo (RDC) recebeu 16 Rinocerontes Brancos no provenientes da Reserva de Caça Privada Phinda da África do Sul, localizada em KwaZulu-Natal, num trabalho de translocação realizado pelo Institut Congolais pour la Conservation de la Nature (ICCN), pela African Parks e a pela &Beyond, e que contou com o patrocínio da Barrick Gold Corporation, que se comprometeu a apoiar o projeto nos próximos anos. De acordo com a African Parks, esta transferência faz parte de uma iniciativa mais ampla de conservação no Complexo de Garamba (GC) para restaurar a riqueza completa do complemento de megaherbívoros no parque, após o último rinoceronte branco do Norte (Ceratotherium simum cottoni) ter sido caçado ilegalmente em 2006 e ter sido declarado funcionalmente extinto como subespécie. A introdução dos Rinocerontes Brancos do Sul nesta área aumentará a contribuição do Parque Nacional de Garamba para a economia da vida selvagem da RDC, garantindo que a conservação das paisagens naturais excepcionais do país gere benefícios de longo prazo para as comunidades locais e todos os congolenses. Agora, os rinocerontes brancos estão de volta a Garamba, uma vez que estes 16 Rinocerontes Brancos do Sul (Ceratotherium simum simum) foram realocados. EsTas translocações são apenas o início para o Parque Nacional de Garamba. O CEO da African Parks, Peter Fearnhead, afirmou: “Esta relocalização é o início de um processo em que o Rinoceronte Branco do Sul, como a alternativa genética mais próxima, pode desempenhar o papel do Rinoceronte Branco do Norte na paisagem.” Espera-se que mais Rinocerontes Brancos do Sul sejam enviados ao Parque Nacional de Garamba no futuro. Estes Rinocerontes serão provavelmente provenientes da África do Sul, que, apesar do intenso abate de caça furtiva nos últimos dez anos, continua a abrigar a maior população mundial de Rinocerontes Brancos, com cerca de 12.968 animais (uma redução de mais de 5.000 animais em relação a 10 anos atrás). Os proprietários privados da África do Sul possuem cerca de 6.300 rinocerontes, distribuídos em centenas de fazendas do bravio ou reservas, representando aproximadamente 40% da população total de rinocerontes do país. Foto: ichef.bbci / dailysabah Infografia: AFP

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