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Centro Terra Viva reforça produção de mexilhão para comunidades de Machagulo

Jun 4, 2024 | Teve início a mobilização de material para o cultivo de mexilhão no Posto Administrativo de Machangulo, abrangendo as comunidades de Santa Maria e Mabuluco, no Distrito de Matutuine, Província de Maputo. Cerca de 400 bidões serão integrados a outros componentes, como cordas, boias, redes, linhas de formação de redes, agulhas, cimento, pedras e espátulas. De acordo com o Centro Terra Viva, estes materiais servirão para a identificação e estabelecimento das plataformas de suporte para a engorda do mexilhão, como gaiolas e saquetas, visando tanto o consumo quanto a geração de receitas para os Conselhos Comunitários de Pesca (CCP’s) das localidades envolvidas. Esta actividade faz parte do Projecto de Gestão de Recursos Naturais pelos Conselhos Comunitários de Pesca (CCPs), em implementação desde 2023. O objectivo é melhorar a resiliência dos ecossistemas e os meios de subsistência das comunidades no Parque Nacional de Maputo. A iniciativa promove alternativas de geração de renda à actividade pesqueira tradicional, fortalecendo a gestão de recursos naturais pelas Organizações de Base Comunitária (OCBs). A iniciativa de desenvolvimento de alternativas de renda local para a produção de mexilhão, em apoio aos CCP’s de Santa Maria e Mabuluco, na zona tampão do Parque Nacional de Maputo, é conduzida pelo Centro Terra Viva, em coordenação com a Associação do Meio Ambiente (AMA). Denominado BIOPMA (Programa de Gestão da Biodiversidade e Áreas Protegidas), o projeto é financiado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) com fundos da União Europeia. Com previsão de término em junho de 2024, o projecto envolveu um financiamento de 199.713,27 Euros. Esta iniciativa é um passo significativo para a sustentabilidade ambiental e econômica das comunidades locais, oferecendo uma nova fonte de renda e contribuindo para a conservação dos recursos naturais na região. Fotos: asc-aqua.org/CTV

Tubarões em risco de extinção buscam refúgio em Santa Maria

Mai 29 de maio de 2023 A costa sudeste de África é lar de um predador ameaçado de extinção, o tubarão-mangona ou spotted ragged-tooth, em inglês. Com um papel vital no ecossistema marinho, a espécie está à beira de desaparecer devido a perda de habitat, pesca excessiva, e baixa taxa reprodutiva. Um dos mais importantes santuários destes tubarões é Santa Maria, recife protegido localizado nos limites do Parque Nacional de Maputo. Co-gerido pela Peace Parks Foundation e pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), este local que se situa entre o fim da baía de Maputo e a Ilha da Inhaca é uma autêntica linha de vida para a sobrevivência desta espécie em risco crítico de extinção. Num recente encontro registado em filme, o Dr. Ryan Daly, um conceituado biólogo marinho sul africano, captou um grupo de 15 fêmeas adultas em Santa Maria. A importância deste encontro foi ampliada pelo fato de que a maioria das fêmeas estava grávida, o que é um importante sinal de esperança para a sobrevivência da espécie. Num vídeo feito por Daly, partilhado pela Peace Parks Foundation, pode ver-se, inclusivamente, a imagem da barriga de um destes tubarões em que se confirma que uma fêmea está grávida pelos movimentos pouco habituais na barriga (ver o vídeo aqui). As águas quentes de Moçambique são um local crucial de gestação para os tubarões-mangona durante os primeiros tempos de gravidez. O recife de Santa Maria, com sua rica biodiversidade e abundância de presas, oferece um refúgio seguro para esta fase da gestação deste grupo de tubarões. Foto: wiki2.org

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