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Aumentaram as mortes de tubarões apesar de proibições na remoção de barbatanas

Fev 19, 2024 | Um estudo recente revelou informações alarmantes sobre a mortalidade de tubarões em diferentes modalidades de pesca entre os anos de 2012 e 2019. Contrariando as expectativas, o estudo revela um aumento de 4% na mortalidade destes animais em pescas costeiras, ao mesmo tempo que houve uma diminuição de 7% em pescas pelágicas, ou seja, mais perto da superfície do mar. Este cenário surge num contexto em que a legislação para proibir a remoção das barbatanas, ou “shark finning”, aumentou exponencialmente ao longo do mesmo período. O estudo, publicado na revista Science, conduzido por uma equipa internacional de investigadores, analisou dados de captura de tubarões em 150 países e em alto-mar, combinando-os com entrevistas a especialistas em pesca de tubarões. De acordo com a Mogabay, os resultados indicam que, apesar do aumento significativo na legislação que proíbe a prática do “shark finning”, as regulamentações podem não estar a ser eficazes na redução da mortalidade de tubarões, podendo até mesmo estar a impulsionar novos mercados para a carne destes animais. Ao longo dos sete anos do estudo, a legislação para proibir o “shark finning” aumentou de forma exponencial. Diversos países implementaram medidas que obrigam os pescadores a desembarcar tubarões inteiros, sem as barbatanas cortadas, numa tentativa de desencorajar a prática do “shark finning”. Alguns países foram ainda mais longe, proibindo completamente a pesca de tubarões. Outras regulamentações visando a protecção dos tubarões foram igualmente implementadas durante o período do estudo. Em 2012, a Comissão Interamericana dos Atuns Tropicais, uma organização regional de gestão de pesca de atum no Pacífico Oriental, proibiu a pesca e venda de tubarões-de-ponta-branca-do-recife (Carcharhinus longimanus), classificado como criticamente ameaçado em 2018. Diversas espécies de tubarões foram também listadas no Apêndice II da CITES, incluindo tubarões-de-ponta-branca-do-recife e três espécies de tubarão-martelo em 2013, e tubarões-sedosos e três espécies de tubarão-martelo em 2016. No entanto, apesar destas numerosas medidas regulatórias, o estudo revela um aumento anual de aproximadamente 76-80 milhões de tubarões mortos devido à pesca. Noventa e cinco por cento destas mortes ocorreram em águas nacionais, sob a jurisdição de países individuais. Foto: Mongabay

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