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Instituto Oceanográfico e WCS estudam tubarões e raias em águas profundas da Ponta do Ouro

Jul 9, 2024 | O Instituto Oceanográfico de Moçambique (InOM), em colaboração com a Wildlife Conservation Society (WCS) e o Instituto Sul Africano para a Biodiversidade Aquática iniciaram uma pesquisa nas águas profundas da Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro, utilizando o sistema de vídeo subaquático remoto com isco (BRUVs). De acordo com a WCS Moçambique, a recolha de amostras faz parte de uma iniciativa global denominada Global FinPrint, que reúne investigadores e colaboradores de todo o mundo para estudar tubarões, raias e outras espécies marinhas nos recifes de coral, utilizando BRUVs. Esta nova técnica permite a recolha de dados visuais cruciais para a compreensão dos impactos nas populações de tubarões e raias, e como essas mudanças afectam os ecossistemas marinhos ameaçados. O InOM e a WCS têm utilizado os BRUVs na Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro desde 2018, realizando até à data sete amostragens em águas costeiras a profundidades de até 40 metros. No entanto, esta é a primeira vez que se realiza uma amostragem em águas mais profundas, atingindo profundidades de até 150 metros. Esta nova etapa permitirá obter uma visão mais abrangente da biodiversidade marinha e dos ecossistemas do parque. A Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro, que é reconhecida internacionalmente como Área Importante para Tubarões e Raias (ISRA) e foi recentemente incluída pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) no novo Atlas Eletrónico do Oceano Índico Ocidental, pertence à primeira e única área de Conservação Transfronteiriça Marinha de África, designada Ponta do Ouro-Kosi Bay e também da Área de Conservação Transfronteiriça dos Libombos de que fazem parte Moçambique, África do Sul e Swazilândia. A informação recolhida será vital para desenvolver estratégias de conservação mais eficazes e assegurar a protecção a longo prazo destas espécies e dos seus habitats. A parceria entre estas instituições reforça o compromisso global com a preservação da vida marinha e a sustentabilidade dos nossos oceanos. Fotos: WCS Mapa: IUCN

Recolocada coleira em leoa na Reserva Especial do Niassa

Mai 7, 2024 | O Niassa Carnivore Project, a MWA, a ANAC e a WCS uniram esforços para uma nova missão de recolocação de uma coleira de transmissão e monitoria numa Leoa na Reserva Especial do Niassa. Este animal, uma leoa adulta com quatro anos de idade, recebeu uma nova coleira VHF numa operação que foi apoiada pelo Lion Recovery Fund e foi considerada uma missão chave para manter os esforços de conservação das populações de leões que residem actualmente na maior área protegida de Moçambique e uma das maiores de todo o continente africano. De acordo a Mozambique Wildlife Alliance, anteriormente a leoa estava equipada com uma coleira que deixara entretanto de funcionar. Para manter a continuidade dos esforços de monitorização, que incluem o rastreamento de movimentos, comportamentos e interacções dentro da população de leões, a substituição da coleira não operacional foi considerada necessária. Estas coleiras são ferramentas vitais na conservação das populações de vida selvagem, fornecendo dados em tempo real que permitem entender mais sobre a área de distribuição das espécies – neste caso concreto leões – a sua saúde e ecologia. Estes dados são fundamentais para elaborar estratégias que mitiguem conflitos entre leões e as populações locais, melhorando assim a conservação do habitat e protegerem ao mesmo tempo as pessoas que convivem nos mesmo espaços com animais perigosos. Esta tecnologia também desempenha um papel chave na luta contra a caça furtiva. Fotos: MWA

IA revela novos ‘hot spots’ de biodiversidade no Oceano Índico

Abr 30, 2024 | A WCS desenvolveu um novo modelo de IA para permitir que cientistas mapeiem áreas com concentrações especialmente altas de espécies de peixes e corais. Moçambique está entre as geografias com mais hot spots identificados. A inteligência artificial foi utilizada pela Wildlife Conservation Society (WCS) para revelar 119 novos hot spots de biodiversidade no oeste do Oceano Índico. Os novos locais têm apenas uma “baixa sobreposição” com as Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) existentes, de acordo com a DiverNet que cita um artigo publicado na revista científica Conservation Biology. A organização diz que, como poucos desses hot spots estão actualmente protegidos ou conservados, as descobertas oferecem uma oportunidade importante para novas AMPs serem implementadas pelos 11 países envolvidos. Além de Moçambique, o estudo incluiu Comores, Quénia, Madagáscar, Maurícias, Mayotte, Reunião, Seychelles, Somália, África do Sul e Tanzânia, com outros sites identificados em águas internacionais. As maiores concentrações nacionais de hot spots estavam em Madagascar (23), Moçambique (19) e Tanzânia (18), e os países com hot spots individuais de maior pontuação foram Tanzânia, Moçambique, Comores e Quênia. De acordo com o artigo científico da WCS as áreas identificadas em Moçambique são as seguintes: Quiterajo–Arimba, Banco de São Lázaro, Quionga–Ilha Metundo, Nangata–Nacala, Matiquite–Messonta, Pemba, Lurio–Baía de Memba, Ilha Metundo–Quiterajo, Baía de Mokambo–Quinga, Messonta–Baía de Mossuril, Quinga–Ilha de Angoche, Ponta do Ouro, Luguni–Mecufi, Bazaruto, Praia de Jangamo–Pedra da Ilha, Ilha do Fogo, Ilha da Inhaca, Ilhas Primeiras e Segundas, Sistema do Delta do Zambeze. “Vários modelos preditivos foram criados nos últimos 10 ou 15 anos, mas não eram muito precisos em fazer previsões empíricas”, explicou o director de ciências marinhas da WCS, Tim McClanahan. “Agora, graças ao aumento da velocidade de computação e à disponibilidade de dados de código aberto em maior quantidade e melhores, os modelos tornaram-se mais baratos, rápidos e precisos do que nunca.” O modelo de IA da WCS foi produzido combinando dados oceanográficos de alta resolução com levantamentos detalhados feitos por cientistas de campo. O modelo dividiu a região em “células de recifes” de 6,25 km para identificar quais continham o maior número de espécies de peixes e corais. “Tínhamos dados reais de levantamentos submarinos coletados em muitos desses locais – o que nos permitiu usar dados para treinar e testar modelos quanto à sua precisão”, disse McClanahan. “Agora que o processo de teste expôs a alta eficácia dos modelos, podemos usar os modelos para prever o número esperado de espécies mesmo em áreas onde ainda não temos dados – esperançosamente facilitando para comunidades e países encontrar e priorizar novas áreas protegidas.” Nem todas as AMP são sobre proteger altos níveis de biodiversidade, aponta a WCS, algumas são criadas para ajudar a gerir áreas de importância para pescadores de pequena escala, ou para proteger populações em declínio de espécies icónicas, como os dugongos. O estudo foi concluído com o apoio de uma bolsa do Departamento do Interior dos EUA e da Agência para o Desenvolvimento Internacional, e é publicado na Conservation Biology. Foto: DR Infografia: divernet.com

Novo mapa de vegetação e ecossistemas de Moçambique disponível online

Mar 18, 2024 | O mapeamento completo de vegetação e ecossistemas históricos de território moçambicano foi actualizado na Plataforma Geospacial da Unidade MRV do FNDS. Concebido pela Wildlife Conservation Society (WCS), o novo mapa contou com a colaboração de uma equipa multidisciplinar para a sua produção e está agora disponível na plataforma geoespacial da Unidade de Manejo de Recursos Vegetais (UMRV). Este mapa é o resultado de anos de trabalho colaborativo entre especialistas em meio ambiente e conservação. Durante o período de 2019 a 2023, a UMRV, em parceria com uma equipa multidisciplinar, empreendeu esforços para mapear os ecossistemas moçambicanos com um nível de detalhe sem precedentes. O resultado é uma representação histórica que identifica 162 unidades de vegetação em uma escala impressionante de 1:250.000. Um dos aspectos mais notáveis deste projecto foi a condução da primeira avaliação nacional da Lista Vermelha de Ecossistemas, adotando a metodologia da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Esta iniciativa não só fornece uma visão abrangente do estado dos ecossistemas moçambicanos, mas também identifica áreas de preocupação prioritária para a conservação. O acesso a este valioso recurso não foi limitado aos especialistas. O mapa de vegetação/ecossistemas históricos está disponível tanto no geoportal da UMRV e na página do Sistema de Informação de Biodiversidade de Moçambique (SIBMOZ), oferecendo ao público em geral uma fonte rica de informações sobre a biodiversidade do país. Além disso, a disponibilidade online do mapa facilita a sua utilização em diversos contextos, desde planeamento urbano até actividades agrícolas e turísticas. Com uma compreensão mais profunda dos ecossistemas locais, os decisores podem implementar políticas mais eficazes para proteger a natureza e promover o desenvolvimento sustentável. O novo mapa de vegetação e ecossistemas representa um marco significativo no caminho rumo à conservação e gestão sustentável dos recursos naturais de Moçambique e está disponível no portal da UMRV e do SIBMOZ. Para mais detalhes e acesso ao mapa, visite este link. Mapas: UMRV/SIBMOZ/WCS

WCS mostra tecnologia usada na conservação da Reserva do Niassa a jovens em Mecula

Mar 12, 2024 | A conservação da biodiversidade é cada vez mais suportada por ferramentas tecnológicas essenciais para uma efectiva protecção da vida selvagem ao mesmo tempo que preserva as comunidades locais do conflito com os animais bravios. Foi isso mesmo que a WCS Moçambique apresentou aos estudantes da Escola Secundária de Mecula, para assinalar Dia Mundial da Vida Selvagem. Na ocasião, membros da WCS Moçambique apresentaram as ferramentas tecnológicas utilizadas para a preservação da biodiversidade na maior área de conservação de Moçambique, nomeadamente, o software Ororatech (para monitoria e controlo de incêndios); o SMART (para recolha, armazenamento, análise de dados da biodiversidade, bem como de actividades ilegais e rotas de patrulha/vigilância); o EarthRanger (para integração e visualização de dados históricos e em tempo real disponíveis na área, movimentação de animais com coleiras, patrulhas, queimadas, entre outros dados espaciais). Foram também apresentados, na mesma ocasião, o sistema de rádio VHF Motorola (para comunicação via rádio); dispositivos de rastreio e recolha de dados como GPS, coleiras e smartphones e ainda os próprios computadores portáteis/PCs/Telas para visualização e análise de dados. A sessão, apresentada por Paulino Bernardo, Oficial Sénior de Vida Selvagem da Reserva Especial do Niassa, fez uma pequena exposição de algumas iniciativas do Clube de Ciências, onde foi apresentada uma recriação de um drone capaz de voar com controlo remoto, construído com base em material reciclado, e um protótipo de um sistema de alarme para invasão por animais numa área, também feito com base em material reciclado. Além deste trabalho na Reserva do Niassa, a WCS e os seus parceiros têm desenvolvido no âmbito seu Programa Marinho através de ferramentas digitais para contribuir para a protecção de espécies marinhas em Moçambique. A WCS introduziu uma metodologia inovadora chamada BRUV (busca remota de vídeo subaquático com isca) que permite pesquisas não invasivas com câmaras subaquáticas que usam iscas para atrair e registar animais marinhos. Esta é uma metodologia amplamente utilizada em todo o mundo para avaliar o estado das populações costeiras de tubarões e raias, estimar a sua abundância, identificar espécies presentes, áreas e habitats importantes e identificar “hotspots spots ” de abundância. Até ao momento, mais de 1300 km da costa moçambicana foram pesquisados usando BRUVs, o que permite ter informações detalhadas sobre a diversidade e abundância relativa de espécies costeiras de tubarões e raias em certas áreas da costa. Em 2021, o Instituto Oceanográfico de Moçambique e a WCS realizaram uma expedição com a descoberta de uma espécie de tubarão (Pseudoginglymostoma brevicaudatum) na Província de Inhambane (Bennett, et al., 2021), o que permitiu a extensão da geografia da espécie para ser incluída em Moçambique. Moçambique foi especificamente identificado como um dos poucos hotspots globais pela riqueza de espécies de tubarões e raias (132 espécies confirmadas até o momento) e uma área particularmente importante para sua conservação. As águas moçambicanas representam áreas importantes globalmente em termos de distinção evolutiva e irreplaceabilidade de espécies, mas são caracterizadas por um grande número de espécies ameaçadas (cerca de 49%) e uma alta proporção de espécies classificadas como deficientes na lista vermelha da IUCN de espécies ameaçadas de extinção. Também existem um número significativo de pescarias nesta região, incluindo a pesca artesanal em áreas costeiras e a pesca industrial mais longe da costa, que têm impactos nas populações de tubarões e raias. Esta actividade foi desenvolvida em parceria com os parceiros do Governo do Distrito de Mecula e da USAID Moçambique, e contou com a participação de 80 jovens, que estudam entre o 7º e o 12º anos. Foto: Ranger do Niassa Carnivore Project / earthranger.com

WCS e Governo reforçam parceria para proteger Florestas de Miombo na Reserva do Niassa

Fev 27, 2024 | A ONG internacional Wildlife Conservation Society (WCS) e o Governo moçambicano debateram recentemente a estratégia de conservação e restauração das florestas de savana de Miombo de que a Reserva do Niassa é o maior exemplo de área protegida preservada em toda a África Austral e Oriental. Num encontro de alto nível organizado pelo Presidente Filipe Nyusi foram debatidas estratégias de colaboração entre a WCS e o Governo moçambicano no âmbito da Iniciativa das Florestas de Miombo, em parceria com a International Conservation Caucus Foundation (ICCF) e o Rainforest Trust. De acordo com a WCS Moçambique, “a iniciativa visa fortalecer a conservação das florestas de Miombo em toda a África Austral, um extenso ecossistema que abrange aproximadamente 1,9 milhões de km2 em sete países e que são vitais para o clima, a biodiversidade e as comunidades locais”. Esta parceria inclui “a conservação de áreas críticas dentro das Florestas de Miombo, como a Reserva Especial de Niassa, que é co-gerenciada pela WCS”. “A Reserva Especial de Niassa é um dos ecossistemas mais importantes do mundo – profundamente significativa por sua biodiversidade e valor cultural. Estamos honrados em fazer parceria com o Governo de Moçambique para apoiá-los na realização de sua visão de garantir que este ecossistema crítico seja conservado e restaurado por muito tempo no futuro”, disse a vice-presidente de Conservação Global de Campo da WCS, Emma Stokes. Nos últimos 15 anos, as florestas de Miombo sofreram uma redução significativa, de 2,7 milhões de km² para 1,9 milhão de km², devido ao manejo e uso insustentáveis. Lançada em 2022, a Iniciativa das Florestas de Miombo visa garantir que as florestas de Miombo continuem a contribuir para os esforços locais e globais de combate às mudanças climáticas e conservação da biodiversidade, bem como para as economias locais e nacionais e para o desenvolvimento sustentável dos países de Miombo. Nesse sentido, Moçambique comprometeu-se a restaurar 1 milhão de hectares de paisagens desmatadas e degradadas até 2030. Foto principal: Diogo Marecos Duarte Infografia/Foto: bnnbreaking.com e WCS

WCS organiza formação em adaptação baseada em ecossistemas em Nacala

Fev 13, 2024 | A WCS Moçambique realizou um workshop de formação sobre Adaptação Baseada em Ecossistemas (EbA) e serviços ecossistémicos em Nacala, em colaboração com Lutea Magaia, consultora especialista em EbA, como parte do Projecto Futuro Azul, co-financiado pela Bloomberg Philanthropies. O objectivo desta formação foi, segundo informação veiculada pela WCS Moçambique, aumentar o conhecimento, a experiência e a capacidade da equipa do projecto, do governo e de outras entidades parceiras relevantes para integrar de forma eficaz as abordagens de EbA em actividades de planeamento, execução e tomada de decisão. Trinta alunos participaram, incluindo representantes dos Serviços Provinciais do Ambiente (SPA), técnicos das Pescas dos Serviços Distritais das Actividades Económicas (SDAE), líderes e instrutores dos Clubes de Modos de Vida da Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), e representantes da Associação do Meio Ambiente (AMA) e da Associação Nacional de Extensão Rural (AENA), bem como enumeradores da Terra Firma e do Instituto Politécnico Mártir Cipriano. O objectivo da WCS Moçambique é garantir, com este treino, garantir que os participantes tenham uma sólida compreensão dos princípios e da importância da EbA na resiliência climática, bem como o aumento do reconhecimento do potencial dos ecossistemas e dos serviços ecossistémicos na abordagem dos desafios relacionados com as alterações climáticas. Esta actividade evidenciou que ecossistemas saudáveis podem proteger as comunidades vulneráveis dos impactos negativos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, fornecer uma variedade de benefícios cruciais para o bem-estar humano. Foto: WCS Moçambique

IUCN, WCS e ANAC reforçam protecção da biodiversidade da Reserva Especial do Niassa

Nov 30, 2023 | A IUCN ESARO – Regional Office for Eastern Europe and Central Asia – e a Wildlife Conservation Society Mozambique (WCS) assinaram um acordo de concessão financiado pela SADC TFCA Financing Facility através da German Development Cooperation e da KfW para a atribuição de um subsídio de 200.000 euros (aproximadamente 13,600,000 Meticais) a aplicar ao fortalecimento da fiscalização e à abordagem de conflitos entre comunidades humanas e a vida selvagem na Reserva Especial de Niassa. De acordo com informação pública, este subsídio estratégico, gerido pela WCS em parceria com a Administração Nacional para Áreas de Conservação (ANAC), apoiará esforços críticos de conservação, incluindo patrulhas anti-caça furtiva e bem-estar dos guardas, além de reforçar das respostas dos guardas aos conflitos entre seres humanos e a vida selvagem. A WCS e a ANAC assinaram um Acordo de Cooperação que permite que as duas partes trabalhem em conjunto nas operações de gestão do parque e na mobilização de recursos. Para Afonso Madope, Country Director da WCS Moçambique “a Reserva de Niassa, a maior área protegida de Moçambique, alberga mais de 60.000 pessoas e é um hotspot para a caça furtiva e o tráfico de madeira. Apesar desses desafios, abriga a maior população de elefantes do país e a população mais viável de cães selvagens, tornando-a crucial para a conservação da biodiversidade. O subsídio da IUCN-SADC TFCA FF, focado em operações de fiscalização, mitigação de conflitos entre seres humanos e a vida selvagem e melhorias na sede da Reserva, representa uma colaboração vital entre o Governo de Moçambique através da ANAC, a IUCN e a WCS. Este subsídio é um compromisso com a conservação da biodiversidade na TFCA Niassa-Selous, alavancando a extensa experiência em conservação da WCS.” Este subsídio estará focado em fortalecer a fiscalização e as patrulhas de guardas na Reserva Especial do Niassa Oriental, juntamente com esforços para reduzir os incidentes de conflitos entre seres humanos e a vida selvagem no corredor Central de Mecula/Mussoma. Com uma dimensão total de 42.300 km² e representando 31% das áreas protegidas de Moçambique, a Reserva Nacional do Niassa está ligada a outra grande área protegida, o Parque Nacional Nyerere (Reserva de Selous), na Tanzânia e juntas compõem a Área de Conservação Transfronteiriçã de Niassa-Selous. Foto: WCS

Biofund investe $100 milhões em conservação da biodiversidade nos próximos sete anos

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) anunciou que disponibilizará cerca de 100 milhões de dólares para apoiar iniciativas de conservação da biodiversidade no país nos próximos sete anos. O anúncio foi feito durante a Conferência da Biodiversidade Marinha que o Biofund organizou nos passados dias 27 e 28 de Julho, em Maputo, em parceria com o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, a Wildlife Conservation Society e a Peace Parks Foundation, e que contou com a participação de representantes de instituições do Estado, sociedade civil, sector privado, academia e comunidades locais. A coordenadora do Programa de Contrabalanços de Biodiversidade da Biofund, Denise Nicolau, informou que esse montante será destinado ao fortalecimento da conservação marinha, terrestre, costeira e aquática. Denise Nicolau destacou o envolvimento do Governo na preservação e conservação da biodiversidade através de legislação específica. Citada pela AIM, a responsável referiu que “o governo tem um quadro legal no sector de conservação marinha e políticas marinhas para empresas que desenvolvem actividades na zona marítima”, disse. O Governo de Moçambique tem estabelecido metas ambiciosas para a conservação dos ecossistemas marinhos, visando garantir sua sustentabilidade. No evento, e de acordo com o diretor-geral do Instituto Oceanográfico de Moçambique, António Hoguane, o governo pretende conservar 10% da zona económica exclusiva em protecção marinha até ao próximo ano. E até 2030, espera estender essa área de conservação para 30%. Hoguane enfatizou a importância da protecção do mangal, que tem sido devastado em várias regiões do país, especialmente nas áreas próximas das cidades de Maputo, Xai-Xai, Beira, Quelimane e Angoxe. No entanto, com o programa intensivo de recuperação, foram restaurados oito mil hectares de mangal até o momento, ultrapassando a meta original de cinco mil hectares até 2024. O país tem avançado com leis e instrumentos legais robustos para cumprir as metas nacionais de biodiversidade, especialmente no que se refere à conservação marinha. O diretor-geral do Instituto Solo Gráfico de Moçambique, António Hoguane, revelou que, em 2020, o governo iniciou um programa intensivo de recuperação do mangal, o qual já ultrapassou a meta estabelecida para 2024. António Hoguane  garantiu que “como resultado dessa iniciativa foram restaurados seis mil hectares, extrapolando a meta que era de cinco mil hectares até 2024” e que “os avanços na restauração devem-se ao serviço de inspecção levado a cabo pelo Instituto Nacional do Mar que tem feito actividades inspectivas à escala nacional.” “Nas zonas que outrora eram afectadas pela água marinha, o que não permitia o desenvolvimento da agricultura, agora já é possível, pois o mangal previne a expansão da água oceânica para zonas de cultivo”, disse. Fotos: Biobund

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