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Tijolos de sal, paredes de barro ou cestos como soluções africanas para situações de escassez

Abr 30, 2024 |

Alguns arquitectos africanos têm mostrado recentemente como métodos de construção sustentável podem ser os elementos fundamentais para os designs inovadores do futuro. Essas ideias foram exploradas pela arquitecta nigeriana Tosin Oshinowo numa grande exposição apresentada recentemente.

A arquitecta quis analisar como regiões como África são capazes de funcionar com recursos escassos e mesmo assim apresentar soluções inovadoras, modernas e sustentáveis.

“Acho que, em última análise, o grande elefante na sala para a maioria de nós é a mudança climática”, disse a Oshinowo à BBC sobre a mostra “A Beleza da Impermanência: Uma Arquitectura de Adaptabilidade”.

Designers de 26 países foram convidados para Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, para criar trabalhos que abordassem o problema da escassez. Para a designer etíope Miriam Hillawi Abraham, isso significou construir algo que se assemelhasse a uma igreja feita de sal. Chamou ao seu trabalho “Museu do Artifício” – numa referência às famosas igrejas esculpidas em rocha na Lalibela, na Etiópia, assim como à remota vila do norte de Dallol.

Outro trabalho na Bienal de Arquitectura de Sharjah foi realizado pelo Hive Earth Studio, um atelier de arquitectura ganês especializado em compactar terra local para formar paredes.

Foi chamado de Eta’dan, que significa “parede de barro” na língua Fante de Gana – e o solo foi obtido nos EAU para reduzir o impacto ambiental do transporte de materiais. A filosofia do Hive Earth é aprender com o passado para criar edifícios para o presente, buscando sustentabilidade e uma estética agradável.

Estas iniciativas mostram que a inovação e a criatividade podem ser aliadas para enfrentar os desafios da escassez de recursos e da sustentabilidade ambiental, construindo um futuro mais promissor e adaptável.

Fotos: DR

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