Jan 19, 2025 |
O sector do turismo em Moçambique registou receitas na quadra festiva, impulsionado por forte procura interna e externa e elevada ocupação costeira.
A actividade turística em Moçambique apresentou um desempenho robusto entre 15 de Dezembro e o final do ano, período em que o país arrecadou cerca de 22,7 milhões de euros, correspondentes a aproximadamente 1,7 mil milhões de meticais.
O montante resultou da entrada de 311.740 turistas e superou em 2,3 por cento as previsões iniciais, confirmando uma recuperação assinalável do sector, de acordo com a Travel and Tour World.
Dados preliminares do Ministério da Economia indicam que a época festiva foi marcada por uma procura intensa de serviços turísticos e de eventos recreativos, sobretudo nas zonas costeiras. As taxas de ocupação em estâncias balneares e unidades hoteleiras junto ao litoral atingiram níveis elevados, contrastando com uma procura mais moderada nas áreas urbanas.
Segundo Joel Nhassengo, director nacional do Comércio e Serviços no Ministério da Economia, os resultados reflectem a conjugação de visitantes nacionais e estrangeiros, bem como a estabilidade de preços e a continuidade da prestação de serviços asseguradas pelo Governo durante um período de grande mobilidade e actividade económica.
Ao longo da quadra festiva realizaram-se 199 eventos em todo o país para celebrar o Ano Novo, que reuniram cerca de 160.218 participantes. A maioria destas iniciativas decorreu em regiões costeiras, reforçando a atractividade das praias moçambicanas e contribuindo para níveis de ocupação que variaram entre os 33 e os 100 por cento.
As preferências dos turistas centraram-se essencialmente no turismo de sol e praia, mas também em experiências ligadas à natureza, safáris e cultura. Esta dinâmica ajudou a inverter os efeitos negativos sentidos em anos anteriores, marcados por tensões pós-eleitorais e pelas consequências prolongadas da pandemia da covid-19, que afectaram de forma significativa a economia e, em particular, o turismo.
Apesar dos resultados positivos, o período trouxe desafios logísticos relevantes. O aumento da circulação interna e transfronteiriça gerou maior pressão sobre as estradas e alguns serviços públicos. Ainda assim, as autoridades conseguiram garantir o funcionamento regular da economia através de respostas coordenadas.
O impacto económico fez-se sentir em vários níveis. Hotéis, restaurantes, operadores turísticos e serviços de transporte beneficiaram do aumento das reservas e do consumo, reforçando o emprego e a entrada de divisas. As receitas geradas deverão ter efeitos duradouros, sobretudo nas regiões mais dependentes da actividade turística.
Em paralelo, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas intensificou as acções de fiscalização. Foram suspensos 93 estabelecimentos por incumprimento das normas de higiene e segurança e destruídas mais de 54.900 unidades de produtos fora de prazo ou mal acondicionados. Durante o período foram ainda registadas 312 reclamações, todas tratadas pelas autoridades, e realizadas acções de sensibilização junto de mais de dois mil operadores.
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