Jun 3, 2025 |
O Parque Nacional de Maputo (PNAM) poderá em breve entrar para a história da conservação moçambicana como o primeiro do país a ser inscrito como Património Mundial Natural da UNESCO.
A recomendação foi feita pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), que reconheceu o valor ecológico e a relevância internacional do parque. A UICN, uma das principais autoridades globais em matéria de conservação ambiental, pronunciou-se favoravelmente sobre cinco candidaturas a Património Mundial, entre as quais se destaca a de Moçambique, a par de áreas da Guiné-Bissau, Serra Leoa, República Democrática Popular do Laos e República Popular Democrática da Coreia.
Caso o Comité do Património Mundial da UNESCO aceite esta recomendação, durante a sua 47.ª sessão agendada para Julho, o Parque Nacional de Maputo será formalmente reconhecido como um local de importância natural global — um marco inédito para o país, como explica o PNAM.
A candidatura moçambicana foi analisada no contexto de um processo rigoroso, que em 2025 contou com a avaliação de oito propostas por parte da UICN, envolvendo mais de 120 peritos internacionais. Além disso, foram igualmente analisados os estados de conservação de mais de 70 locais já inscritos como Património Mundial.
A decisão final será tomada em Paris, entre os dias 6 e 16 de Julho, quando os membros do Comité do Património Mundial se reunirem para deliberar sobre as novas inclusões nas listas da UNESCO, com base nos pareceres técnicos da UICN.
O Parque Nacional de Maputo é reconhecido pela sua rica biodiversidade e singularidade ecológica, albergando espécies emblemáticas como hipopótamos, chimpanzés e tartarugas marinhas, além de ecossistemas raros e sensíveis. A sua eventual inclusão na lista de Património Mundial poderá representar não só um reforço ao prestígio do parque, como também uma oportunidade para atrair investimentos e apoios internacionais à conservação.
Foto: tripadvisor.com




