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Yale Scientific destaca estudo feito pelo Bazaruto Center for Scientific Studies

Mar 26, 2024 |

A revista Yale Scientific Magazine, a mais antiga revista universitária dos Estados Unidos, publicou recentemente um artigo do sobre um estudo liderado por Mario Lebrato, gerente de estação e cientista chefe do Bazaruto Center for Scientific Studies (BCSS). O estudo aborda a química da água do mar e a variabilidade encontrada em sua composição elemental, contestando uma suposição de 130 anos no conhecimento oceânico.

O artigo desta revista científica faz referência à sua pesquisa e no qual Mario Lebrato comenta sobre o processo de estudo enquanto é entrevistado pela Yale Scientific, explicando o que inspirou o projecto e como o artigo foi elaborado, como conta o BCSS.

O artigo original, intitulado ‘Variabilidade global nas razões de Mg:Ca e Sr:Ca na água do mar moderna’ (tradução do original: ‘Global variability in seawater Mg:Ca and Sr:Ca ratios in the modern ocean’”, desafia a estabilidade elemental do oceano e a linha do tempo do desenvolvimento oceânico, que foi amplamente aceite pela comunidade científica por mais de cem anos.

Este trabalho é o resultado de um estudo de nove anos liderado pela Universidade de Kiel, na Alemanha, e pelo Centro de Pesquisa Oceânica GEOMAR Helmholtz, para o qual o BCSS contribuiu significativamente. O estudo inclui análise de 1100 amostras de 14 ecossistemas diferentes, variando da superfície da água a 6000 metros de profundidade, coletadas em 79 expedições de navios.

Actualmente, o BCSS está a realiza um projecto de amostra de água do mar como parte do Observatório Oceânico, onde a amostragem é realizada semanalmente com o objectivo de entender como as razões de Mg:Ca e Sr:Ca da água do mar mudam nos recifes de coral e nas águas offshore, mês a mês.

Há um interesse particular em decompor os padrões globais em séries temporais, de forma a investigar o impacto dos ecossistemas na própria água do mar em escalas de tempo menores. Além de colectar água do mar, corais e invertebrados estão a ser amostrados para medir o carbonato de cálcio do esqueleto e as razões de Mg:Ca, Sr:Ca e Ba:Ca da aragonita para associar a água do mar com o processo de calcificação.

Actualmente, não há informações em escala regional e local sobre como a água do mar flutua em composição, porque sempre se assumiu que a maioria dos elementos permanece conservadora. No entanto, devido à variabilidade da descoberta publicada, o BSCC está a reavaliar esta noção considerando condições locais, bem como os principais factores nos ecossistemas.

Foto: Yale Scientific

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