Abr 22, 2025 |
O Governo do Zimbabwe pretende revitalizar Chimanimani, outrora uma das principais jóias turísticas do país, apenas suplantada pelas célebres Cataratas Vitória, e pretende aprofundar cooperação com Moçambique.
A zona montanhosa, que havia sofrido consideráveis danos com a passagem do Ciclone Idai em 2019, volta agora a ganhar um novo fôlego com obras de reabilitação e iniciativas transfronteiriças em colaboração com Moçambique.
De acordo com o The Herald, a liderança do projecto do lado do país vizinho cabe à Autoridade de Parques e Vida Selvagem do Zimbabwe (ZimParks), que já concluiu a reabilitação do acampamento do Bridal Veil Falls Campsite – um dos locais mais emblemáticos do Parque. Também foi recentemente construída uma residência para os funcionários, resolvendo assim antigas dificuldades de alojamento.
Tanyaradzwa Mundonga, Director dos Parques e Vida Selvagem no Ministério do Ambiente, Clima e Vida Selvagem do Zimbabwe, sublinhou que o Parque Nacional de Chimanimani constitui a zona central da Área de Conservação Transfronteiriça (TFCA, na sigla inglesa), um projecto conjunto com Moçambique que visa não só a conservação ambiental, mas também a dinamização turística e o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.
“Desde a assinatura do Memorando de Acordo com Moçambique em 2001, temos estado a trabalhar em colaboração para melhorar a integridade ecológica desta paisagem. A TFCA não tem apenas a ver com a conservação; tem a ver com a criação de oportunidades em ambos os lados da fronteira, promovendo parcerias que beneficiam as pessoas e a natureza”, afirmou Mundonga. Acrescentou ainda que o renovado acampamento junto às Cataratas será um ponto nevrálgico para o ecoturismo, promovendo práticas sustentáveis e valorizando o património natural e cultural da região.
Por sua vez, o Ministro dos Assuntos Provinciais e da Descentralização de Manicaland, Misheck Mugadza, destacou a importância económica do turismo para a província. Sublinhou que só em 2024, o Parque Nacional de Chimanimani acolheu mais de 3.500 visitantes, na sua maioria interessados em actividades de montanhismo e caminhadas ecológicas.
Este movimento de renovação vem reforçar o papel da Área de Conservação Transfronteiriça como catalisador de desenvolvimento económico e de protecção ambiental, ao mesmo tempo que reitera o compromisso bilateral entre Moçambique e o Zimbabwe em prol de um futuro sustentável e interligado.
Foto: NYT




