Out 13, 2026 |
Uma comunidade do Corredor de Futhi recebeu novo escritório, energia solar e 43 quilómetros de vedação para reduzir conflitos com elefantes.
Os investimentos beneficiam a Área de Conservação Comunitária de Mwai, gerida pela Associação Comunitária de Conservação Corredor do Futhi, e foram feitos no âmbito do Programa de Conservação da Biodiversidade, financiado pelo Governo da Suécia.
Segundo a BIOFUND, a iniciativa foi coordenada pela fundação em colaboração com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e incluiu a instalação de uma infra-estrutura modular que passa a servir de escritório à associação.
A vedação, erguida ao longo do corredor, tem como objectivo mitigar o conflito entre as populações e os elefantes e reforçar a conectividade e a protecção dos habitats. O programa financiou ainda um sistema solar para o acampamento principal da área comunitária, acções de educação ambiental, projectos de meios de subsistência sustentáveis e a capacitação das estruturas locais de governação.
O apoio vai prosseguir através do Programa de Conservação Comunitária e Investimentos, uma nova iniciativa da BIOFUND financiada pelo Governo do Reino Unido através do Foreign, Commonwealth & Development Office (FCDO).
A fundação indica que o novo programa irá reforçar o investimento em conservação comunitária e em alternativas de desenvolvimento compatíveis com a protecção da biodiversidade.
Em declarações recolhidas pela BIOFUND, o líder comunitário Armando Tembe sublinha que “para nós, este escritório é muito importante, porque vai ajudar-nos a ter um lugar onde podemos trabalhar, reunir e tratar dos assuntos da nossa comunidade”.
O Corredor de Futhi foi criado em 2011 para ligar a então Reserva Especial de Maputo, hoje Parque Nacional de Maputo, ao Parque de Elefantes de Tembe, na África do Sul, permitindo que os elefantes costeiros retomassem as antigas rotas migratórias ao longo do rio Futi e das planícies de inundação do rio Maputo. A área comunitária de Mwai resulta de uma parceria entre seis aldeias que integraram voluntariamente 10 mil hectares de terra na rede de áreas protegidas.


Foto: Biofund




