Jul 14, 2026 |
A população do distrito de Mecula, sob a liderança do Projecto de Carnívoros do Niassa, está a construir um centro educativo inovador para acolher jovens estudantes da Reserva do Niassa.
Denominada Casa do Leão, a infra-estrutura em curso resulta de um esforço inteiramente local, sendo erguida pelas próprias mãos dos residentes daquela região do norte de Moçambique, sob a direcção técnica do Mestre Faruk e do Mestre Manuel.
O projecto comunitário visa criar um lar definitivo para os Lion Scholars, os beneficiários de um importante programa de bolsas de estudo, também implementado Projecto Carnívoros do Niassaque, que se encontra activo desde 2013.
De acordo com o Projecto Carnívoros do Niassa, esta iniciativa de longo prazo pretende assegurar a continuidade da formação académica no ensino secundário e em graus superiores, garantindo simultaneamente que a equipa de envolvimento comunitário local passa a dispor de um espaço físico de trabalho adequado.
Segundo dados adicionais veiculados pelo Projecto Carnívoros do Niassa, a construção procura dar resposta às difíceis barreiras logísticas que impedem os jovens de aldeias remotas de prosseguirem os seus estudos. A materialização desta obra de enorme cariz social e formativo assenta numa forte cooperação institucional e territorial, contando com o apoio directo da Reserva Especial do Niassa (REN) e das autoridades do Distrito de Mecula.
A análise ao detalhado projecto arquitectónico, concebido pela arquitecta moçambicana Romina Gaona, demonstra uma planificação que privilegia a sustentabilidade, a autonomia e o bem-estar colectivo.
A extensa planta do complexo, que a KAMBAKU partilha nas imagens em baixo, evidencia uma forte aposta nas condições de habitabilidade, incluindo alojamentos separados em dormitórios masculinos e femininos, uma biblioteca destinada a fomentar os hábitos de estudo, uma área de interpretação ambiental e um campo polivalente para a prática desportiva.
Para assegurar o sustento regular e o funcionamento quotidiano de toda a comunidade estudantil, o modelo prevê também componentes essenciais de desenvolvimento sustentável e soberania alimentar.
O recinto albergará uma horta de vegetais, capoeiras para a criação de galinhas, uma padaria artesanal, uma lavandaria funcional, espaçosos reservatórios de água e um vasto pátio central desenhado para congregar o convívio e a partilha de conhecimentos.


Fotos: Projecto Carnívoros do Niassa




