Ago 19, 2025 |
Foi oficialmente lançada a Base de Dados das Áreas Marinhas de Gestão Comunitária (AMGCs) de Moçambique, uma base de dados pública concebida para reunir, organizar e disponibilizar informação essencial sobre estas zonas costeiras.
De acordo com a Fundação Likhulu “a Base de Dados das AMGCs de Moçambique, é uma ferramenta dinâmica e pública que visa centralizar e facilitar o acesso à informação sobre estas áreas, promovendo transparência, partilha de conhecimento e gestão colaborativa”.
“Este instrumento é apenas o primeiro passo de uma jornada colectiva para fortalecer a governação comunitária e gestão dos recursos marinhos” acrescenta a mesma organização.
A cerimónia de lançamento coincidiu com as comemorações do Dia das Áreas Marinhas Protegidas de Moçambique e foi promovida pela organização Likhulu, com o apoio do programa UK Planet Fund Ocean.
Segundo a entidade responsável pela gestão da plataforma, esta ferramenta constitui apenas o início de um esforço colectivo mais vasto, destinado a consolidar a participação comunitária na preservação dos ecossistemas marinhos: “a Likhulu, enquanto entidade gestora da base de dados, enalteceu profundamente o envolvimento de todas as instituições e parceiros que contribuíram para a concretização deste marco, a quem endereçamos o nosso profundo agradecimento e esperamos por continuidade na colaboração com os demais intervenientes para enriquecimento da base de dados, em prol da sustentabilidade dos ecossistemas marinhos e do desenvolvimento das comunidades costeiras”.
Entre os intervenientes e apoiantes do projecto contam-se organismos nacionais e internacionais, associações comunitárias, entidades privadas e organizações não-governamentais: Administração Nacional das Pescas, JNCC, IUCN Moçambique, Instituto Oceanográfico de Moçambique, Aga Khan Foundation, Istituto Oikos, Ocean Revolution, Rare Mozambique, COSV, bem como associações de pescadores artesanais de várias províncias e conselhos comunitários de pesca em localidades como Maganja da Costa, Inhassunge, Mocubela, Chuabo Dembe e Icídua. Estabelecimentos privados como o Bonito Lodge e o Ossimba Beach Lodge também aderiram à iniciativa.
A plataforma está disponível para consulta pública e pode ser acedida online através do endereço https://lnkd.in/eJBdhZ_9.

Fotos: Fundação Likhulu




