Out 21, 2025 |
Entre mais de 60 mil imagens submetidas por fotógrafos de 113 países, o Wildlife Photographer of the Year 2025 distinguiu obras que combinam impacto visual e relevância ambiental.
A exposição com as cem fotografias premiadas está patente no Natural History Museum de Londres até 12 de Julho de 2026, convidando o público a redescobrir a ligação com o planeta e a reflectir sobre o seu futuro.
Entre os destaques, a fotografia do sueco-português Marcus Westberg recebeu menção honrosa na categoria de Fotojornalismo. A imagem, captada na Zâmbia, mostra uma zebra morta apresentada em tribunal como prova de caça ilegal dentro de uma área protegida.
A obra denuncia a realidade crua do comércio de carne de caça, que ameaça espécies e ecossistemas, mas também sustenta comunidades locais que dependem dessa actividade para sobreviver. Westberg, que divide o seu tempo entre Portugal e a Suécia, tem dedicado a sua carreira à documentação de projectos de conservação em África e à denúncia de práticas destrutivas como a desflorestação e o greenwashing.
O grande prémio da edição foi atribuído ao sul-africano Wim van den Heever pela imagem “Ghost Town Visitor”, onde uma hiena-castanha percorre as ruínas da cidade abandonada de Kolmanskop, na Namíbia. A fotografia, captada após uma década de persistência, conjuga mistério, melancolia e uma reflexão sobre a presença animal em paisagens moldadas pelo abandono humano.
Na categoria juvenil, o italiano Andrea Dominizi foi distinguido com o prémio Young Wildlife Photographer of the Year 2025 pela imagem “After the Destruction”, em que um escaravelho longicórnio surge em contraste com maquinaria florestal ao fundo — uma metáfora visual sobre destruição e resistência.
Com mais de sessenta anos de história, o concurso continua a afirmar-se como uma das mais prestigiadas plataformas de fotografia de natureza no mundo, celebrando a criatividade e a responsabilidade ambiental de quem a observa através da lente.


Fotos: Wildlife Photographer of the Year 2025




