Set 7, 2026 |
Uma equipa veterinária da Mozambique Wildlife Alliance removeu uma armadilha de nylon da perna de um elefante na Reserva Especial do Niassa.
O animal, um macho sub-adulto, foi imobilizado com recurso a um dardo tranquilizante, o que permitiu à equipa aproximar-se em segurança e avaliar o membro afectado antes de retirar o laço de nylon que lhe apertava a perna direita, segundo a Mozambique Wildlife Alliance (MWA).
Como explica a ONG moçambicana, as armadilhas deste tipo apertam-se progressivamente à volta do membro ou do corpo do animal, podendo provocar feridas profundas, infecções, limitação de movimentos e, nos casos mais graves, a perda do membro ou a morte.
A intervenção veterinária é por isso considerada urgente, uma vez que a imobilização do animal permite remover o material estranho, avaliar a extensão da lesão e iniciar o tratamento antes do agravamento do quadro. Após o procedimento, o elefante recuperou da anestesia e regressou à vida selvagem.
Casos como este integram o trabalho veterinário regular da MWA, que responde a ameaças que afectam animais individuais e presta apoio especializado à vida selvagem na região. A intervenção contou com a colaboração da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), da Wildlife Conservation Society (WCS) e do Programa de Carnívoros do Niassa.
A Reserva Especial do Niassa, onde ocorreu o resgate, é a maior área de conservação de Moçambique, com mais de 42 mil quilómetros quadrados distribuídos por oito distritos das províncias de Niassa e Cabo Delgado, e alberga uma das maiores populações de elefantes do país, segundo a ANAC.
Fotos: MWA




