Jun 30, 2026 |
O Parque Nacional de Mágoè deu mais um passo na prevenção do conflito entre pessoas e elefantes com a colocação de 20 coleiras satélite.
A equipa veterinária da Mozambique Wildlife Alliance (MWA) realizou uma operação intensiva de cinco dias nesta área protegida, cobrindo os distritos de Mágoè e de Cahora Bassa. No total, foram equipadas 20 manadas de elefantes com dispositivos de monitoria, dos quais 15 em Mágoè e cinco em Cahora Bassa.
A iniciativa visa reforçar a capacidade de acompanhamento dos movimentos destes animais e permitir uma actuação mais rápida antes que ocorram danos em machambas, perdas de meios de subsistência ou situações de risco para as populações.
Segundo a MWA, esta acção enquadra-se na sua estratégia de mitigação do Conflito Homem–Fauna Bravia, assente na combinação de monitoria por satélite em tempo real, Pastores de Elefantes, também designados Unidades de Resposta Rápida, Protected Farming Communities, capacitação comunitária e recolha de informação à escala da paisagem.
A organização considera que Mágoè está a afirmar-se como um dos exemplos mais ambiciosos do país no domínio da conservação preventiva, procurando antecipar focos de tensão entre comunidades e fauna bravia, em vez de apenas reagir depois dos incidentes.
Concluída esta fase da operação, o trabalho prossegue no terreno. Um novo elemento da equipa da MWA desloca-se agora ao Parque Nacional de Mágoè para formar fiscais no uso do EarthRanger, plataforma usada para seguir em tempo real os movimentos dos elefantes.
O objectivo é reforçar a capacidade local de monitoria e melhorar a análise de dados, permitindo respostas mais eficazes no terreno sempre que forem detectados riscos de aproximação dos animais a zonas habitadas ou agrícolas.
A operação contou com o apoio da BIOFUND e do MozRural, em articulação com a ANAC, o Parque Nacional de Mágoè, as comunidades locais e outros parceiros envolvidos na promoção da coexistência entre pessoas e vida selvagem.

Fotos: MWA




