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Moçambique, Zambia e Zimbabué criam nova área transfronteiriça que inclui Mágoè, Cahora Bassa e Zumbo

Jul 23, 2024 | Numa cerimónia realizada em Harare, Moçambique, Zimbabué e Zâmbia formalizaram um compromisso conjunto de conservação com o Acordo de Conservação Transfronteiriça (ZIMOZA-TFCA, sigla em inglês). Este pacto visa promover a conservação da biodiversidade, a restauração do ecossistema e a gestão sustentável dos recursos naturais partilhados pelos três países. A iniciativa tripartida ZIMOZA-TFCA, que será coordenada pelo Zimbabué nos próximos dois anos, abrange directamente cerca de 600.000 pessoas residentes na área transfronteiriça. Estas comunidades dependem fortemente dos recursos naturais da região, incluindo água, peixe, vida selvagem e floresta, para a sua sobrevivência diária. A área de conservação ZIMOZA-TFCA cobre uma vasta extensão de 38.435 quilómetros quadrados, abrangendo três distritos moçambicanos ao longo do rio Zambeze, na província de Tete: Mágoè, Cahora Bassa e Zumbo. No Zimbabwe, a área inclui os distritos de Mbire e Makonde, enquanto na Zâmbia abrange o distrito de Luangwa, de acordo com a AIM. O acordo foi rubricado pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, pelo Presidente zimbabueano, Emmerson Mnangagwa, e pelo Ministro zambiano do Turismo, Rodney Sikumba, representando o Presidente Hakainde Hichilema. Durante o evento, o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, destacou a importância da iniciativa tripartida para a conservação ambiental e a promoção dos recursos naturais legados pelos antepassados dos três países: “este acordo é um marco na história dos nossos três países e está em linha com os Objectivos de Desenvolvimento da SADC e de acordo com os princípios agendados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a promoção sustentável do ambiente”. Nyusi referiu ainda que o acordo complementa a Declaração de Maputo sobre a conservação da floresta do miombo, assinada em Agosto de 2022, reforçando os esforços conjuntos dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) na regeneração do ecossistema florestal: “os três países, que hoje assinam este acordo, são assinantes da Declaração de Maputo, assinado em Maputo”, lembrou o Presidente. Emmerson Mnangagwa, Presidente do Zimbabué, considerou o acordo um novo capítulo nas relações de cooperação entre os três países, alinhado com a agenda da União Africana para a promoção do meio ambiente: “este acordo vai promover a conservação dos nossos recursos, abrindo espaço para a criação de mecanismos de preservação dos recursos faunísticos da região”. Rodney Sikumba, ministro zambiano do Turismo, em representação do Presidente Hakainde Hichilema, destacou a consciência crescente em África sobre a necessidade de conservar áreas preciosas: “este acordo é histórico porque representa a nossa união na preservação do meio ambiente. É uma boa estratégia porque ajuda a nossa população a trabalhar para conservar o ambiente e a vida selvagem”. O Acordo de Conservação Transfronteiriça ZIMOZA-TFCA marca um passo significativo para a conservação ambiental e a gestão sustentável dos recursos naturais em Moçambique, Zimbabwe e Zâmbia. Com este pacto, os três países demonstram um compromisso firme com a protecção e a restauração do ecossistema, em benefício das gerações presentes e futuras. Foto: wildsafariguide.com Mapa: Peace Parks Foundation

“Canção da Savana” inaugura série de filmes científicos da African Science Film Fellowship

Jul 22, 2024 | O Parque Nacional da Gorongosa é o cenário de um inovador projecto de comunicação científica através do cinema, com o lançamento de “Canção da Savana”, o primeiro de onze filmes da African Science Film Fellowship. Este projecto é uma colaboração entre a Africa Refocused (NEWF), o Parque Nacional da Gorongosa e o HHMI Tangled Bank Studios, visando destacar a investigação científica liderada por Africanos e remodelar a narrativa científica. “Canção da Savana” centra-se na investigação de Jonatá Caminho, um moçambicano apaixonado pela observação de aves e antigo estudante de Mestrado na Gorongosa. Jonatá estuda os impactos do fogo e dos grandes herbívoros nas aves da savana, proporcionando uma visão aprofundada dos ecossistemas de aves no Parque Nacional da Gorongosa. Através deste filme, o público é convidado a explorar a riqueza da biodiversidade e os desafios da conservação na savana africana. O segundo filme, a curta-metragem “A Rapariga da Savana” de Samira Vera-Cruz apresenta a história de Clementina da Graça Elias, que utiliza amostras de solo, câmaras remotas e o conhecimento geracional da sua Avó para investigar o impacto do fogo e dos herbívoros na vegetação da savana. Clementina, pertencente à minoria Macua do norte de Moçambique, alia o conhecimento tradicional ao estudo científico, mostrando que sonhos podem ser realizados apesar das barreiras culturais e sociais. Clementina, graduada em mestrado de Biologia da Conservação no Parque Nacional da Gorongosa, desafia as expectativas impostas às raparigas da sua comunidade, inspirando uma nova geração de jovens cientistas. “A Rapariga da Savana” é uma celebração da fusão entre o conhecimento ancestral e a ciência moderna, sublinhando o poder da educação e da perseverança. Outro filme, “Fluxo de Esperança” de Chisomo Kawaga, narra a jornada de Zito Bande, um jovem de 26 anos que cresceu numa comunidade dependente de água insalubre. Inspirado pelos seus próprios desafios de saúde, Zito torna-se um cientista focado na qualidade da água. A sua investigação na Serra da Gorongosa envolve a recolha de amostras de água e o estudo de macroinvertebrados como bioindicadores, destacando a importância da água potável para as comunidades locais. “Fluxo de Esperança” proporciona uma visão profunda sobre os ecossistemas aquáticos e a relevância da ciência liderada por Africanos na melhoria das condições de vida das comunidades que dependem destes recursos. O filme ressalta a dedicação de Zito em garantir a segurança hídrica para todos. Em “Planta a Sombra da Vida” de Carlos Naronha, Lurdes Mahale partilha como a sombra das árvores moldou a sua carreira. Estudando debaixo de uma árvore, Lurdes encontrou a inspiração para conservar as florestas de Moçambique. Com um mestrado em Biologia da Conservação, Lurdes trabalha hoje na protecção da biodiversidade, criando áreas protegidas e explorando as espécies nativas mais adequadas para a reflorestação da Serra da Gorongosa. Até ao momento, quatro filmes desta série já foram divulgados, cada um deles apresentando histórias de resiliência, inovação e paixão pela ciência. Estes filmes não apenas promovem a compreensão científica, mas também celebram a diversidade e a força das histórias Africanas. A African Science Film Fellowship é um marco na comunicação científica, demonstrando que a ciência e o cinema juntos podem inspirar mudanças e novas gerações de cientistas. Fotos e vídeos: Parque Nacional da Gorongosa

Áreas de conservação moçambicanas receberam mais de 1.400 animais selvagens da África do Sul

Jul 16, 2024 | Moçambique recebeu mais de 1.400 animais translocados da África do Sul nos últimos anos, incluindo elefantes, leões e rinocerontes, numa iniciativa que visa repovoar os parques nacionais e áreas de conservação do País, severamente afectados por anos de guerra civil e caça furtiva. O número foi comunicado pela Ministra da Terra e do Ambiente, Ivete Maibaze, em Maputo, como reportou a Agência Lusa. De acordo com Ivete Maibaze, “notamos com satisfação o envolvimento faunístico das áreas de conservação com a translocação de 1.416 de animais provenientes da vizinha África do Sul”. Entre os animais translocados estão também outros animais de grande porte e carismáticos como hienas, leopardos e búfalos, contribuindo para a diversidade biológica das reservas moçambicanas. Um dos destaques desta operação é o Parque Nacional do Zinave, localizado na província de Inhambane, distrito de Mabote. Este parque tornou-se o único no país a albergar os ‘big five’ terrestres: elefante, leão, leopardo, búfalo e rinoceronte. A Ministra sublinhou a importância desta conquista para a conservação da vida selvagem em Moçambique. “”Este exercício exigiu do setor a adoção de medidas para garantir a integridade dos animais e de todo o património natural. Assim, estabelecemos o centro de coordenação de operações contra a caça furtiva no distrito de Mabote e privilegiámos a monitoria telemétrica do movimento dos animais através de 40 colares”, acrescentou Ivete Maibaze. Além das ações de translocação, o combate à caça furtiva tem sido uma prioridade para o governo moçambicano. A Ministra revelou que 21 pessoas envolvidas em práticas de caça furtiva foram recentemente sentenciadas a “penas exemplares”, reforçando o compromisso do país em proteger a sua biodiversidade. Segundo dados do Ministério da Terra e do Ambiente, Moçambique possui 12 parques nacionais e áreas protegidas, que abrigam 5.500 espécies de flora e 4.271 espécies de vida selvagem terrestre. A translocação de animais da África do Sul representa um passo significativo na recuperação e conservação dos ecossistemas moçambicanos. A revitalização dos parques nacionais e áreas de conservação de Moçambique não só beneficia a biodiversidade local, mas também promove o ecoturismo, criando novas oportunidades económicas e reforçando a importância da preservação ambiental para o desenvolvimento sustentável do país. Foto: Translocação de 12 chitas para o Delta do Zambeze realizado pela Cabela Foundation Foto e Vídeo: Peace Parks Founation

Café dá renda a mais de cinco mil agricultores locais em Moçambique

Jul 1, 2024 | O primeiro festival dedicado exclusivamente ao café juntou os principais actores de uma actividade agrícola que conta já com mais de cinco mil agricultores locais e mais de dez empresas distribuídas pelas províncias de Maputo, Sofala, Manica, Tete, Zambézia e Cabo Delgado. O festival, que decorreu em junho, ocorreu num momento em que a produção de café tem ganho cada vez mais notoriedade em Moçambique e nos mercados internacionais. O festival foi uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), o projecto MozBio2, a Organização Internacional do Café (ICO), a Associação Moçambicana de Cafeicultores (AMOCAFÉ), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, naquele que foi o primeiro Festival do Café de Maputo. Entre as empresas registadas, destaca-se ‘A Nossa Gorongosa’, uma das 15 diferentes companhias de café registadas em Moçambique e uma das seis marcas nacionais a atingir o padrão exigido para exportar café para outros países. A marca tem obtido sucesso em mercados como Reino Unido, África do Sul e Moçambique. Durante o evento, ‘A Nossa Gorongosa’ ganhou ainda mais visibilidade durante o Festival do Café de Maputo, que contou com a presença de uma delegação de representantes do Parque Nacional da Gorongosa. De acordo com a Agência Lusa, a relação entre a cultura de café e a conservação da biodiversidade foi debatida no painel “Cafés de Moçambique e Desenvolvimento da Economia Local”, na primeira edição do Festival do Café, que decorre em Maputo. “As mesmas mulheres que não queriam saber nada de plantio e restauração de árvores são hoje amigas da conservação, depois de terem sido envolvidas na produção de café”, disse Pedro Muagura, do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), um santuário de fauna e flora do centro de Moçambique que também produz e exporta aquela cultura. Muagura afirmou que a aposta no aproveitamento do potencial agrícola do território ocupado pelo PNG tem resultado igualmente no reflorestamento e conservação da biodiversidade dos campos. “A área estava desertificada, havia ali um cenário de desmatação provocada pelas várias guerras que aconteceram em Gorongosa”, declarou, referindo-se aos conflitos armados entre as forças governamentais e a antiga guerrilha da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), hoje principal partido da oposição. Pedro Muagura defendeu a produção de café e de alimentos, como milho, para que as culturas de rendimento não resultem na marginalização da produção alimentar. No aspecto social, a produção de café em Moçambique está a tornar-se numa fonte vital de renda para cerca de cinco mil pequenos agricultores e envolve 15 empresas. Com a adesão de Moçambique à Organização Internacional do Café em junho de 2023, surgem novas oportunidades para atrair investimentos e assistência técnica, visando o desenvolvimento competitivo da indústria nacional de café. O Festival do Café de Maputo reuniu especialistas da indústria cafeeira, produtores e entusiastas com o propósito de promover o diálogo e proporcionar uma oportunidade de aprendizagem, degustação e apreciação dos sabores do café. Este evento marca um passo importante para a inserção de Moçambique no mercado internacional de café, prometendo desenvolvimento económico e sustentabilidade para o sector agrícola do país. Fotos: Gorongosa

Moçambique contribui com 10,4% do mercado internacional de pele de crocodilo

Jun 25, 2024 | As exportações de pele de crocodilo estão em ascensão, com um aumento impressionante de 56% em 2023, conforme reportado recentemente. Moçambique contribuiu, no ano passado, com um total de 10,4% das exportações de pele de crocodilo a nível global. Moçambique, com os seus extensos rios e zonas húmidas, é um habitat natural ideal para os crocodilos. A indústria de criação de crocodilos no país tem evoluído ao longo dos anos. De acordo com o The Herald, as exportações de pele de crocodilo estão a crescer. Este aumento de 56% a nível global, e do qual Moçambique faz parte, comprova a crescente demanda por couros exóticos de alta qualidade no mercado internacional de luxo. O Zimbabué lidera as exportações com 38,7% da quota de mercado em termos internacionais entre 2011 e 2021 seguido por África do Sul com 28,9% e Zâmbia com 14,8%. Moçambique ocupa a quarta posição do ranking com uma quota de mercado de 10,4% do total seguido por Botsuana, Quénia e Maláui com percentagens mais baixas. O substancial aumento nas exportações de pele de crocodilo é um reflexo das mudanças dinâmicas dentro do mercado global. Técnicas aprimoradas de criação, rigorosas medidas de controlo de qualidade e esforços estratégicos de marketing elevaram colectivamente o status das peles de crocodilo. O aumento na demanda é impulsionado por uma crescente apreciação pelos couros exóticos entre as marcas de moda de alto padrão. Estas marcas estão cada vez mais a incorporar pele de crocodilo nas suas colecções, reconhecendo sua textura única, durabilidade e apelo estético. Como resultado, a pele de crocodilo tornou-se um material muito procurado para bolsas de luxo, sapatos, cintos e outros acessórios de moda. O aumento nas exportações também é atribuído ao compromisso da indústria com a qualidade e sustentabilidade. Produtores em todo o mundo estão a aderir a rigorosos padrões internacionais para garantir que os seus produtos atendam aos mais altos parâmetros de qualidade. Isto inclui não apenas a qualidade física das peles, mas também práticas agrícolas éticas e sustentáveis. Muitas fazendas de bravio de crocodilo implementaram medidas ecológicas para minimizar seu impacto ambiental. Estas medidas incluem técnicas agrícolas sustentáveis que procuram melhorar o bem-estar dos crocodilos e a preservação dos seus habitats naturais. Ao adoptar tais práticas, os produtores conseguem atrair consumidores ambientalmente conscientes, que estão dispostos a pagar um prémio por produtos de origem sustentável. O aumento nas exportações é também resultado de esforços bem-sucedidos de expansão de mercado. Os produtores têm conseguido penetrar em novos mercados e fortalecer sua presença nos já existentes. Esta expansão é apoiada por estratégias de marketing robustas que destacam as qualidades únicas da pele de crocodilo, incluindo seus padrões distintivos, durabilidade e versatilidade. Foto: wallpapercrafter.com

África Austral ameaça saída da CITES devido a restrições à comercialização

Jun 4, 2024 | Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe renovaram os apelos para que os estados membros se retirem da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES). A razão principal para esta posição é a recusa contínua da convenção em permitir a venda de marfim e outros produtos da vida selvagem que estes países possuem. Moçambique e outros Estados também tinham assumido uma posição semelhante no passado. O apelo foi feito pelos delegados presentes na Cimeira de Chefes de Estado da KAZA 2024 – a Área de Conservação Transfronteiriça de Kavango-Zambeze (KAZA-TFCA), um santuário de vida selvagem de 520.000 quilómetros quadrados que abrange cinco países da África Austral que partilham fronteiras comuns ao longo das bacias dos rios Okavango e Zambeze – e que esteve reunido na capital zambiana de Livingstone. De acordo com a Down to Earth, os apelos para uma retirada em massa da CITES, que conta com 184 países membros, foram feitos antes da chegada dos presidentes dos cinco países da África Austral que compõem esta que é a maior iniciativa de conservação do mundo. Os delegados criticaram o que consideram ser uma intransigência da convenção em manter uma proibição total do comércio de marfim, negando assim aos cinco países o benefício de monetizar os seus vastos recursos de elefantes. Estes países – Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe – juntamente com a África do Sul, abrigam mais de dois terços da população de elefantes africanos, estimada em cerca de 450.000. Estes países fazem parte dos 19 estados de alcance do elefante africano, dos quais o Botswana sozinho tem uma população de elefantes de 132.000, seguido pelo Zimbabwe com 100.000, enquanto outros números significativos estão na África do Sul, Zâmbia, Namíbia e Angola. A ameaça de sair da CITES não é nova e Moçambique partilhou no passado de uma posição semelhante a este países. Na 19ª reunião da conferência das Partes da CITES, que teve lugar no Panamá em 2022, os estados da KAZA e outros cinco países da África Austral – Moçambique, Eswatini, Lesoto, África do Sul e Tanzânia – que também abrigam muitos elefantes, pressionaram pela abertura do comércio de marfim e outros produtos de elefantes. As enormes concentrações de elefantes em alguns países do sul de África são apontadas como responsáveis pela perda de habitat e pelo aumento de incidentes de conflito entre humanos e vida selvagem. Além disso, os países da África Austral têm argumentado que a monetização dos seus recursos de vida selvagem ajudaria a financiar os seus esforços de conservação. No entanto, este pedido foi novamente rejeitado pelos delegados da CITES. Esta recusa enfureceu os países africanos, resultando na declaração de uma disputa com a CITES por parte dos 10 países. Foto: News.wttw

ANAC estreia filme de animação sobre áreas de conservação para festejar 13º aniversário

Mai 28, 2024 | A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) lançou uma “banda desenhada” dedicada à consciencialização sobre os parques e reservas de Moçambique. A estreia, realizada após a participação do Director-Geral da ANAC, Pejulu Calenga, no Telejornal do Canal Internacional da Televisão de Moçambique, foi seguida pela exibição durante um jogo de futebol no canal principal da TVM. A banda desenhada, produzida e editada pela FX Estúdios de Animação – Moçambique, visa segundo a ANAC educar e sensibilizar o público para a importância das áreas de conservação no país. A iniciativa faz parte das comemorações do 13º aniversário da ANAC, instituição criada em 2011 para gerir cerca de 26% do território nacional, que é coberto por áreas de conservação. Desde sua criação, a ANAC tem-se dedicado a diversos projectos e actividades para assegurar a gestão efetiva dessas áreas, incluindo: Formação e capacitação de recursos humanos, Estabelecimento de Conselhos de Gestão, Atracção de investimentos e implantação de infraestruturas de gestão, Incremento da fiscalização e criação de mecanismos para mitigar o conflito entre humanos e fauna bravia e Reintrodução de espécies da fauna bravia. Os marcos mais importantes incluem a reforma do quadro legal com novos instrumentos normativos, expansão da rede de áreas de conservação, e o repovoamento da fauna com mais de 7.778 animais translocados, incluindo elefantes, búfalos e rinocerontes. A ANAC também reportou uma receita acumulada de mais de 574 milhões de meticais provenientes do turismo nas áreas de conservação entre 2015 e 2023. A estreia da banda desenhada é um marco importante para a ANAC, que continua a enfrentar desafios na melhoria da gestão das áreas de conservação, combate à caça furtiva e comércio ilegal de produtos da vida selvagem, garantindo a sustentabilidade financeira e promovendo a coexistência entre as comunidades locais e a fauna bravia. De acordo com a ANAC, “é uma forma que encontramos para passarmos os conteúdos através de vídeo de animação.” Financiado pelo Projecto MozBio, Banco Mundial, o vídeo de animação foi produzido e editado pela FX Estúdios de Animação – Moçambique. Imagem e vídeo: ANAC

Nova direcção da ANAC chamada a expandir e consolidar rede nacional de áreas de conservação

Abr 30, 2024 | O Governo de Moçambique empossou Pejul Calenga como novo director-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e Severiano Khoy, como seu adjunto, a quem conferiu a responsabilidade de zelar pela biodiversidade e ecossistemas. Peju Calenga sucedede no cargo a Celmira da Silva. De acordo com a AIM, o Primeiro Ministro, Adriano Maleiane, chamou a nova direcção a expandir e consolidar a rede nacional das áreas de conservação, visando alcançar as metas nacionais e os compromissos internacionais assumidos por Moçambique. Maleiane recomendou ainda o aprimoramento dos mecanismos de prevenção e combate às práticas ilegais de mineração, caça e exploração florestal. Na ocasião Pejul Calenga, novo director-geral da ANAC referiu que “comprometemo-nos a garantir a efectividade de gestão dos 26 por cento de todo o território sob a nossa jurisdição, criando capacidade para que realmente consigamos transformar todas as oportunidades que o capital natural nos oferece para criar benefícios e trazer, obviamente aquilo que a nação moçambicana espera, que é o conjunto composto por benefícios financeiros e também o bem-estar para todas as comunidades que se encontram ao redor das áreas de conservação”. “Estamos sempre focados naquilo que é o desiderato que nos foi imposto, no sentido de garantir a integridade dos recursos naturais. Este é o nosso objectivo primário e vamos trabalhar para que os casos de exploração ilegal venham a diminuir a sua intensidade”, referiu Calenga. No que se refere a uma das missões principais da ANAC, o conflito Homem-animal, o novo director-geral defende que “à medida que reforçarmos a nossa gestão das áreas de conservação, isso culminará com o aumento da população da vida selvagem, de espécies tais como elefantes e crocodilos, animais que estão largamente envolvidos na gestão do conflito”. Por seu turno, Severiano Khoy, garantiu uma “fiscalização cerrada, de forma a reduzir a caça furtiva. Vamos também apoiar, também, as populações, na mitigação do conflito Homem-fauna bravia”. Foto: Andrew Mcdonald/Biofund

Novo mapa de vegetação e ecossistemas de Moçambique disponível online

Mar 18, 2024 | O mapeamento completo de vegetação e ecossistemas históricos de território moçambicano foi actualizado na Plataforma Geospacial da Unidade MRV do FNDS. Concebido pela Wildlife Conservation Society (WCS), o novo mapa contou com a colaboração de uma equipa multidisciplinar para a sua produção e está agora disponível na plataforma geoespacial da Unidade de Manejo de Recursos Vegetais (UMRV). Este mapa é o resultado de anos de trabalho colaborativo entre especialistas em meio ambiente e conservação. Durante o período de 2019 a 2023, a UMRV, em parceria com uma equipa multidisciplinar, empreendeu esforços para mapear os ecossistemas moçambicanos com um nível de detalhe sem precedentes. O resultado é uma representação histórica que identifica 162 unidades de vegetação em uma escala impressionante de 1:250.000. Um dos aspectos mais notáveis deste projecto foi a condução da primeira avaliação nacional da Lista Vermelha de Ecossistemas, adotando a metodologia da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Esta iniciativa não só fornece uma visão abrangente do estado dos ecossistemas moçambicanos, mas também identifica áreas de preocupação prioritária para a conservação. O acesso a este valioso recurso não foi limitado aos especialistas. O mapa de vegetação/ecossistemas históricos está disponível tanto no geoportal da UMRV e na página do Sistema de Informação de Biodiversidade de Moçambique (SIBMOZ), oferecendo ao público em geral uma fonte rica de informações sobre a biodiversidade do país. Além disso, a disponibilidade online do mapa facilita a sua utilização em diversos contextos, desde planeamento urbano até actividades agrícolas e turísticas. Com uma compreensão mais profunda dos ecossistemas locais, os decisores podem implementar políticas mais eficazes para proteger a natureza e promover o desenvolvimento sustentável. O novo mapa de vegetação e ecossistemas representa um marco significativo no caminho rumo à conservação e gestão sustentável dos recursos naturais de Moçambique e está disponível no portal da UMRV e do SIBMOZ. Para mais detalhes e acesso ao mapa, visite este link. Mapas: UMRV/SIBMOZ/WCS

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