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Doze estudantes moçambicanos recebem mestrado em biologia da conservação na Gorongosa

Fev 27, 2024 | A Gorongosa lecciona o único programa de mestrado em Biologia da Conservação integralmente ministrado num parque nacional. A terceira edição do curso terminou com um grupo de 12 estudantes moçambicanos a terminarem o programa aumentando para 36 o número total de graduados formados nos últimos 6 anos na Gorongosa. Este programa, com duração de dois anos, é desenvolvido pelo Consórcio de BioEducação, liderado pelo Parque Nacional da Gorongosa em colaboração com três instituições moçambicanas de ensino superior a Universidade Zambeze, a Universidade Lúrio e o Instituto Superior Politécnico de Manica, em parceria com a Universidade de Lisboa de Portugal. O programa recebe apoio do Howard Hughes Medical Institute (HHMI), com sede nos Estados Unidos, e do Fundo de Desenvolvimento Institucional. De acordo com comunicado enviado pelo PNG, a cerimónia de graduação contou com a presença da Secretária de Estado em Sofala, Cecília Chamutota, o Reitor da UniZambeze, Bettencourt Capece, o Vice-Reitor da UniLúrio, Fred Nelson, e a Diretora-Geral Adjunta para a Área Científica e Pedagógica do ISPM, Elisa Matola, entre outras autoridades e membros do consórcio. Durante os seus estudos, os alunos receberam bolsa integral do HHMI e tiveram a oportunidade de aplicar os seus conhecimentos em pesquisas práticas dentro do Parque Nacional da Gorongosa e na sua Zona de Desenvolvimento Sustentável, para as suas dissertações de mestrado. Elsa Cândido Caetano, representante dos novos mestres, expressou gratidão aos professores, mentores, amigos e familiares, destacando a importância do apoio recebido durante os dois anos de estudo. O PNG anunciou, igualmente, que o quarto grupo de estudantes de mestrado iniciará os seus estudos a 3 de março de 2024. Os doze novos estudantes representam diversas regiões de Moçambique e continuarão a contribuir para a causa da conservação. De acordo com a mesma nota “o Projecto da Gorongosa procura integrar a conservação e o desenvolvimento humano com o entendimento de que um ecossistema saudável irá beneficiar os seres humanos, que por sua vez serão motivados a apoiar os objectivos do Parque Nacional da Gorongosa. A investigação científica é parte integrante do plano de longo prazo para a restauração dos diversos ecossistemas da Gorongosa, porque o conhecimento ecológico aprofundado contribui para as decisões de gestão. O Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson foi inaugurado em Março de 2014, posicionando a Gorongosa como um dos centros de investigação mais avançados de África. O laboratório atrai investigadores nacionais, regionais e internacionais. Os cientistas que realizam investigação no Parque vêm das Universidades Eduardo Mondlane e Lúrio em Moçambique, das Universidades de Coimbra e Lisboa em Portugal, da Universidade de Oxford na Inglaterra, e das Universidades de Harvard e Princeton nos EUA, bem como de muitas outras instituições.”. Veja galeria de completa de vídeos com os 12 estudantes agora formados: aqui. Fotos e Vídeos: Parque Nacional da Gorongosa

Fev 27, 2024 | Grupo de 12 estudantes que terminaram o Mestrado em Biologia da Conservação na Gorongosa

Equipa científica da Gorongosa estuda ecossistema do Planalto de Cheringoma

Mai 4, 2023 A riqueza da natureza existente no Parque Nacional da Gorongosa é inegável e sua preservação é crucial para a continuidade da vida naquela região de Moçambique. De acordo com informação partilhada pela Gorongosa a equipa científica acaba de regressar de uma das áreas mais remotas e de beleza deslumbrante do Ecossistema alargado da Gorongosa, a zona norte do Planalto de Cheringoma. Segundo diretor do Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson, Piotr Naskrecki a difícil tarefa de trabalhar nesta região de terreno irregular foi recompensada pela descoberta de verdadeiros tesouros da biodiversidade. As florestas antigas são algumas das mais espetaculares e intocadas de África, onde a natureza floresce em todo seu esplendor. Parte desta área foi proclamada como uma nova Área de Conservação Comunitária, um importante passo para a proteção e preservação da vida selvagem e dos ecossistemas da região. A conservação é fundamental para a manutenção do equilíbrio ecológico e para garantir que futuras gerações possam desfrutar da riqueza natural que este lugar oferece. Este trabalho científico é essencial para a compreensão da biodiversidade e para a tomada de medidas para protegê-la. Para Piotr Naskrecki “não foi fácil trabalhar nesta área, que apresenta um terreno irregular e difícil de ‘navegar’, mas as recompensas de nossa pesquisa de biodiversidade foram enormes. As florestas antigas são algumas das florestas mais espetaculares e intocadas de África”. Fizeram parte desta expedição Arcenia Chivale, Ana Gledis da Conceição da equipa científica liderada por Piotr Naskrecki. Acompanhou também esta investigação a estudante de mestrado da Gorongosa Cesária Huo que surge na fotografia em destaque com um um morcego-listado-com-nariz-de-folha (Macronycteris Vittatus). Legenda: Arcenia Chivale e Ana Gledis da Conceição exploram a profunda e intocada floresta antiga no fundo do desfiladeiro de Nhamarimba. Fotos: PN Gorongosa

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