Kambaku

Icon podcast

PN de Maputo forma jovens da comunidade de Ponta do Ouro como nadadores-salvadores

Jun 17, 2024 | O Parque Nacional de Maputo formou jovens das comunidades locais como nadadores-salvadores com o objectivo de aumentar a segurança na Praia da Ponta do Ouro para todos os banhistas. Os jovens participantes são surfistas da Lwandi Surf, que receberam formação especializada do Serviço Nacional de Salvação Pública de Moçambique, de acordo com informação divulgada  pelo Parque Nacional de Maputo. Com o apoio do MozBio Moçambique, os jovens que integraram esta turma aprenderam técnicas avançadas de resgate e prestação de primeiros socorros, essenciais para ajudar banhistas em risco de afogamento. Esta iniciativa é parte de um esforço conjunto da Administração Nacional das Áreas de Conservação e da Peace Parks Foundation, que trabalham para restaurar, proteger e gerir o Parque Nacional de Maputo. Além disso, estas organizações estão a implementar projectos de desenvolvimento comunitário, investindo em habilidades de vida e na melhoria dos meios de subsistência das comunidades locais. Foto e Vídeo: Parque Nacional de Maputo/Peace Parks Foundation

Nova geração de mergulhadores científicos moçambicanos formada na Ponta do Ouro

Mar 19, 2024 | Um total de nove estudantes acabam de se formar no curso de mergulho científico do Centro de Mergulho de Maputo incluindo cinco alunos da Universidade Pedagógica, três da Universidade Eduardo Mondlane e um aprendiz independente que formam assim uma nova geração de mergulhadores moçambicanos. Esta última fase de formação realizou-se na Ponta do Ouro com a colecta e análise de dados subaquáticos, identificação de espécies indicadoras e monitoramento a nível elementar de recifes de coral. O curso foi administrado pela Dra. PhD Yara Tibiriçá. Esta jornada, que marca o início de uma carreira promissora na conservação marinha, em Moçambique este foi mais do que apenas um curso de mergulho científico. De acordo com informação partilhada pelo Centro de Mergulho de Maputo com a KAMBAKU, estes novos cientistas marinhos “completaram uma jornada muito mais longa que começou anos atrás, quando aprenderam a nadar e mergulhar recreativamente antes de aprender técnicas de mergulho científico. É a realização de um sonho idealizado pela Associação Natura Moçambique, em colaboração com a Universidade Pedagógica e executado em grande parte pela nossa equipe no Centro de Mergulho de Maputo,” diz Luciano Adamo, cofundador e director do Centro de Mergulho de Maputo. “É um passo à frente em nossa missão de desenvolver a próxima geração de conservacionistas marinhos, pesquisadores e gestores de áreas de conservação em Moçambique”, acrescenta. Julian Spezzati, parceiro de Adamo, igualmente cofundador e director do Centro de Mergulho, explica que “com mais de 2.500 km de costa, Moçambique precisa de capacidade de pesquisa e monitoramento para Áreas Marinhas Protegidas. Natação, snorkeling e mergulho são habilidades fundamentais para a gestão e conservação dos recifes de coral, essenciais para assegurar o cumprimento da recentemente aprovada Estratégia Nacional para a Gestão e Conservação dos Recifes de Coral. Este primeiro grupo de graduados será crucial para ajudar a alcançar os objectivos estabelecidos na estratégia nacional, mas isso não pode ser um exercício único. É necessário um treinamento contínuo para construir uma força de trabalho adequada. Com isso em mente, e aprendendo com a experiência dos graduados, o Centro de Mergulho de Maputo conceituou o Programa de Mergulho Zero ao Herói para desenvolver a capacidade local para a pesquisa e monitoramento dos recifes de coral em Moçambique”. Segundo este centro que opera no Clube Naval de Maputo, o Programa de Mergulho Zero ao Herói será um programa anual de 6 a 12 meses que leva participantes sem habilidades subaquáticas e ensina-lhes natação, snorkeling, e mergulho, incluindo métodos de mergulho científico. É a replicação da experiência que os graduados da semana passada tiveram, em um único curso estruturado. O objectivo é continuar a preencher a lacuna entre educação e emprego, complementando a teoria universitária com a introdução de conhecimentos e habilidades práticas para trabalhar confortavelmente e com segurança debaixo d’água. O objetivo é desenvolver e aprimorar a capacidade de pesquisa e conservação de recifes de coral dentro de Moçambique e preparar os estudantes para carreiras na conservação marinha. De acordo com António Branco, director da Associação Natura Moçambique, “quando contactamos com o Centro de Mergulho de Maputo nós encontramos no Adamo e no Julian pessoas que perceberam e interpretaram correctamente aquilo que nós pretendíamos e com eles foi possível trabalhar e quero-vos dizer que aumentou muito a qualidade da formação dos nossos monitores”. Para Jorge Ferrão, reitor da Universidade Pedagógica” “O nosso grande objectivo é fazer os estudos sobre os recifes de corais, queremos colher dados, queremos fazer o tratamento desses dados e queremos processar”. Nesse sentido, o Centro de Mergulho de Maputo assinou um Memorando de Entendimento com a Universidade Pedagógica para continuar a treinar os seus alunos através do futuro Programa de Mergulho Zero ao Herói. Esta parceria visa replicar o sucesso dos cursos passados e continuar construindo uma comunidade resiliente de conservação marinha em Moçambique. Os cursos de mergulho para alunos universitários foram financiados em grande parte pela Associação Natura Moçambique, com apoio da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, a Universidade Pedagógica e o Parque Nacional de Maputo. Fotos e Vídeo: Centro de Mergulho de Maputo

Estudo alerta para diminuição de área verde em reserva sul africana que faz fronteira com Ponta do Ouro

Fev 5, 2024 | Um estudo de 30 anos de imagens de satélite realizado por investigadores da Universidade de Fort Hare alerta para a redução do Pântano de Isimangaliso em Kwa-Zulu Natal. Ao analisar imagens de satélite das últimas três décadas, os investigadores descobriram que os pântanos no Parque de Isimangaliso, um Património Mundial da Humanidade, encolheram 5% entre 1987 e 2017. O Pântano de Isimangaliso em KwaZulu-Natal é um recurso natural inestimável que fornece serviços essenciais às comunidades humanas, serve como habitat para diversas espécies e é um destino turístico popular. De acordo com o artigo publicado no site da universidade sul africana, “a diminuição desses pântanos pode ter um impacto significativo na biodiversidade, incluindo seres humanos, animais e plantas, diminuindo assim o seu status de património mundial. Consequentemente, este presente natural precisa ser preservado para criar um ambiente habitável para os animais de pântano, moderar o clima local e preservar o bem-estar humano, reduzindo desastres relacionados a inundações e mantendo a quantidade e qualidade eficientes de água na área”. O Parque de Isimangaliso, anteriormente conhecido como Parque de Santa Lúcia, é formado por 13 áreas protegidas contíguas, cobrindo uma área total de 234.566 hectares. É o maior complexo estuarino de África, e está localizado perto da fronteira com a Moçambique, junto à Ponta do Ouro, e fica a 275 km ao norte da cidade portuária de Durban, na costa leste de KwaZulu-Natal, África do Sul. Compreendendo 280 km de costa, estendendo-se da fronteira da África do Sul com Moçambique até Mapelane, ao sul do estuário do Rio Santa Lúcia, o pântano espalha-se por 3280 km². O local é conhecido pela sua ampla variedade de vida animal, aquática e marinha, abrangendo ecossistemas como recifes de coral, linhas costeiras, florestas subtropicais, savanas e pântanos. Segundo a mesma publicação, os investigadores constataram que o tamanho dos pântanos no parque está a diminuir através da utilização de técnicas geoespaciais e imagens de satélite, que permitiram estudar a transformação do pântano e detectaram mudanças na biodiversidade devido a processos naturais e humanos. Os investigadores do Departamento de Geografia e Ciências Ambientais da Faculdade de Ciências e Agricultura da Universidade de Fort Hare utilizaram ciência geoespacial juntamente com imagens de satélite para quantificar a diminuição e mudanças dos pântanos. “Entre 1987 e 2017, uma análise das condições desses pântanos revelou uma significativa diminuição de água. Isso parece ser resultado de atividades humanas, incluindo mudanças climáticas, áreas urbanizadas e atividades agrícolas na região”, diz o artigo. Foram utilizadas imagens do Landsat Thematic Mapper para 1987, 1997 e 2007, e imagens do Landsat 8 Thermal Infrared Sensor e Operational Land Imager para 2017 do arquivo do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os satélites Landsat são gerenciados pela Agência Espacial Americana (NASA) e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. Os pesquisadores utilizaram um Índice Normalizado de Diferença de Água (NDWI) de alta resolução e análises de detecção de mudanças para chegar às suas conclusões. Por exemplo, o NDWI destacou características de água aberta em uma imagem de satélite, permitindo uma análise mais precisa. Foto: franks-travelbox.com/

IUCN publica novo mapa de áreas marinhas protegidas com importante contributo vindo de Moçambique

Jan 10, 2024 | A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou um novo Atlas Eletrónico das Áreas Importantes para Tubarões e Raias (ISRA) no Oceano Índico Ocidental. A inclusão de áreas relevantes da costa e do mar moçambicanos teve um contributo importante da Marine Megafauna Foundation (MMF), criada em Inhambane e que está hoje presente em diversos pontos do globo. O trabalho da MMF, através de trabalho de conservação e investigação na região, desempenhou um papel crucial na designação de ISRA em Moçambique, Tanzânia, Madagascar, Qatar, Omã e Mayotte. Estas áreas são reconhecidas como habitats importantes para uma ou mais espécies de tubarões e raias, servindo como ferramenta orientadora para o desenvolvimento de estratégias de conservação baseadas em áreas, incluindo Áreas Marinhas Protegidas (AMPs). De acordo com a MMF, os conjuntos de dados provenientes de avistamentos aéreos, pesquisas de longo prazo e marcação de animais foram fundamentais na designação de quatro ISRA ao longo da costa moçambicana: Bazaruto, Pomene e a Província Sul de Inhambane (Tofo e Zavora), além de um corredor de movimento mais extenso no sul de Moçambique. Os resultados do projecto de investigação de uma década sobre tubarões-baleia na Tanzânia contribuíram para a designação da ISRA na Baía de Kilindoni, em torno de importantes áreas de alimentação desses gigantes marinhos. O Projecto Tubarão-Baleia de Madagáscar liderou os esforços para a criação de uma ISRA nas águas ao redor de Nosy Be, quando a MMF colaborou com o Parque Natural Marinho de Mayotte para designar áreas em torno da laguna de Mayotte, no Canal do Norte de Moçambique. A MMF também participou da designação de ISRAs focadas em tubarões-baleia no Qatar e Omã. A MFF refere ainda a importância do esforço que envolveu colaboradores de diversas organizações, incluindo o Projecto Tubarão-Baleia de Madagascar, Projectos Marinhos All Out Africa, Wildlife Conservation Society Moçambique, SAAMBR, Oceans Without Borders, Mission Blue, Sundive Byron Bay (Sundive Research), Projeto Tubarão-Baleia do Qatar, KAUST Official (Reef Ecology Lab), Alison Kock no SANParks, Parque Natural Marinho de Mayotte, Instituto de Pesquisa de Pesca da Tanzânia (TAFIRI) e a equipa das Áreas Importantes para Tubarões e Raias – ISRAs. Citado pela Naturlink, Ciaran Hyde, consultor da Equipa Oceânica da IUCN, explica que “ainda temos muito que aprender sobre muitas espécies de tubarões, raias e quimeras, mas infelizmente vários estudos indicam que muitas áreas protegidas não estão a conseguir satisfazer adequadamente as suas necessidades. No entanto, as Áreas Importantes para Tubarões e Raias (ISRAs) ajudarão a identificar áreas para estas espécies utilizando critérios que foram especificamente concebidos para considerar as suas necessidades biológicas e ecológicas”. “Os tubarões são uma espécie de vida longa: muitos demoram muito para atingir a maturidade sexual e só dão à luz alguns filhotes. Isto torna-os particularmente suscetíveis à pressão da pesca e, com cerca de 37% das espécies com um risco elevado de extinção, enfrentam uma crise de biodiversidade. Os resultados do projeto ISRA informarão as políticas e garantirão que as áreas críticas para a sobrevivência de tubarões, raias e quimeras sejam consideradas no planeamento espacial”, refere a mesma publicação citando Rima Jabado, presidente do Grupo de Especialistas em Tubarões SSC da IUCN. O mapa que está em destaque neste artigo pode pode ser encontrado aqui. Foto: IUCN

Dez 28, 2023 | O Xaréu Gigante está de volta aos mares do sul de Moçambique como regista Ryan Daly e nos conta o Parque Nacional de Maputo.

Ponta do Ouro: Investigadores tocam no “botão snooze” de tubarões para colocar transmissores

Out 31, 2023 | Ainda não existe uma explicação científica para justificar a razão pela qual os tubarões adormecem quando são colocados de barriga para cima. É uma espécie de “botão snooze” que tem sido aproveitado por investigadores de todo o mundo para, de forma segura para tubarões e equipas, colocar transmissores e assim melhor estudar os seus comportamentos. É isso mesmo que está a ser posto em prática pela equipa da Save Our Seas Foundation, liderada pelo biólogo marinho, Ryan Daly, cuja estação de observação fica situada nas águas ricas em biodiversidade da Reserva Marinha Parcial de Ponta do Ouro, onde ocorrências anuais de desova de algumas das presas mais comuns dos tubarões-touro ocorrem, incluindo a maior reunião de xaréus gigantes do mundo, um peixe que pode pesar até 80 quilos. Ryan Daly e a sua equipa capturam os famosos e agressivos tubarões-touro na costa sul de Moçambique e equipam-nos com transmissores como parte de um projecto de rastreamento de longa distância para revelar mais sobre os hábitos desses animais, segundo a Atlas Obscura. O estudo está a ser realizado através da Plataforma de Rastreamento Acústico (ATAP) que está a rastrear os movimentos dos tubarões através de dezenas de receptores fixados no leito do oceano. Esses receptores estendem-se por mais de 2.000 quilómetros da costa sul-africana, até ao sul de Moçambique. Para estes pesquisadores a marcação destes predadores de topo começa por colocá-los em estado de imobilidade tónica, como se estivessem em transe. “Assim que se consegue virar um tubarão de cabeça para baixo, praticamente adormece”, diz Daly. “É realmente incrível.” Ainda não está claro por que os tubarões são propensos a esse estado, mas pode ter evoluído em torno do comportamento de acasalamento. A imobilidade tónica é uma “coisa estranha e maravilhosa”, diz Toby Rogers, candidato a doutorado e gerente de pesquisa da ONG de conservação Shark Spotters. Parte da pesquisa actual de Ryan Daly explora os padrões de migração dos animais. Anteriormente, grande parte do que se sabia sobre os tubarões-touro baseava-se nos indivíduos mortos pelas redes de protecção a nadadores ao longo da costa leste da África do Sul, e os pesquisadores acreditavam que os animais permaneciam em pequenos territórios. Dados dos transmissores implantados contam uma história diferente. Alguns dos 55 tubarões-touro actualmente a ser monitorados pela equipa da Ponto do Ouro fazem viagens sazonais de ida e volta de 6.000 quilómetros, do Rio Breede, na costa sul do país, até o norte de Moçambique. Fotos: Atlas Obscura

Praia da Ponta do Ouro tem novo posto de informação e prevenção

Jun 20, 2023 | A Praia da Ponta do Ouro, localizada na zona costeira do Parque Nacional de Maputo, situada na extremidade sul de Moçambique, conta com um novo posto de Informação, Fiscalização e Prevenção de Afogamento. A nova infraestrutura já está totalmente operacional substitui o antigo posto sem condições e visa oferecer uma maior segurança e controle das atividades marinhas na região, como revelado pelo Parque Nacional de Maputo. O posto de Informação e Prevenção de Afogamento funcionará como um centro de registo de atividades marinhas e emissão de licenças, bem como uma importante base para a prevenção e apoio em casos de afogamento na Praia da Ponta do Ouro. A implementação deste posto tem como objetivo principal garantir a segurança dos frequentadores da praia e a protecção dos recursos naturais marinhos. O Administrador do Parque Nacional de Maputo, Miguel Gonçalves, destacou a importância deste novo posto na promoção da segurança e da gestão responsável das atividades na praia: “este posto vai servir para o registo de actividades marinhas e emissão de licenças, como também para prevenção e apoio em casos de afogamento na Praia da Ponta de Ouro”, disse. O design do posto foi desenvolvido pela equipe de arquitetos da Peace Parks Foundation, organização dedicada à conservação da natureza e à promoção da paz através de parcerias transfronteiriças na África Austral. A MozBio Moçambique financiou o projeto, demonstrando seu compromisso em melhorar a segurança e a preservação do meio ambiente no País. A instalação deste posto de Informação e Prevenção de Afogamento representa um passo significativo na promoção do turismo sustentável na Praia da Ponta do Ouro e na proteção da vida marinha. A segurança dos visitantes e a conservação dos recursos naturais são fundamentais para o desenvolvimento responsável desta região costeira. Veja a reportagem aqui. Foto: Peace Parks Foundation / Parque Nacional de Maputo

NEWSLETTER DO MUNDO NATURAL

Subscreva a nossa newsletter e receba notícias do mundo natural.