Set 23, 2025 |
Uma onda de envenenamentos no Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo deixou alerta internacional e levou autoridades de Moçambique, África do Sul e Zimbabwe a rever estratégias conjuntas.
Em maio e junho, dezenas de abutres foram envenenados na região que liga os três países. Apesar da mobilização de equipas de veterinários e de resposta rápida, que conseguiram salvar mais de 80 aves, os incidentes expuseram a dimensão de um problema persistente. Nos últimos dez anos, mais de 2.400 abutres morreram vítimas de veneno na área.
Os casos mais recentes obrigaram a reuniões entre os parques nacionais, ONGs e autoridades locais para reforçar mecanismos de prevenção e resposta. Entre as medidas discutidas estão sistemas de deteção precoce, aumento de patrulhas, criação de zonas de proteção intensiva e equipas especializadas em crimes com veneno.
Além dos abutres, também leões, leopardos e hienas têm sido afetados. Segundo a Endangered Wildlife Trust, pelo menos 53 leões morreram envenenados desde 2015, 14 deles apenas nos últimos dois anos.
De acordo com a Mongabay, diversos conservacionistas defendem que a resposta nacional é insuficiente e que a cooperação transfronteiriça é essencial para travar a crise. Alertam ainda para o fácil acesso a pesticidas usados de forma ilegal e para a necessidade de envolver comunidades locais em projetos que garantam rendimentos associados à conservação.
Os especialistas avisam que, sem medidas firmes e coordenadas, o envenenamento de abutres e outros predadores poderá provocar danos irreversíveis na biodiversidade do sul de África.
Foto: DR




